Ali Al-Dailami: Trajetória Política e Ativismo na Alemanha
Pontos principais
- Político germano-iemenita e ex-vice-líder do partido Die Linke.
- Membro do Bundestag entre 2021 e 2025.
- Refugiado do Iêmen que chegou à Alemanha aos oito anos de idade.
- Um dos fundadores e membros iniciais da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW).
Ali Abass Yahya Al-Dailami (nascido em 27 de dezembro de 1981) é um político germano-iemenita que atua no cenário legislativo da Alemanha. Membro do Bundestag (Parlamento Federal) desde 2021, Al-Dailami teve papel de destaque na liderança do partido Die Linke (A Esquerda) entre 2018 e 2023, antes de migrar para a recém-formada Aliança Sahra Wagenknecht (BSW).
Primeiros Anos e Formação
Al-Dailami nasceu em Sanaa, no Iêmen do Norte. Aos oito anos, sua família refugiou-se na Alemanha, estabelecendo-se inicialmente em Sankt Julian, no estado da Renânia-Palatinado, onde frequentou a escola primária. Após a morte de sua mãe quando ele tinha doze anos, Al-Dailami solicitou a permanência em casas de acolhimento para crianças, residindo em diversas instituições de serviços para jovens, incluindo uma na cidade de Lich, em Hesse.
Ao completar 18 anos, Al-Dailami abandonou a escola formal e mudou-se para Giessen. Nesse período, concluiu o Mittlere Reife (certificado de ensino médio) por meio de uma escola noturna. Durante sua juventude, enfrentou instabilidade financeira, dependendo de auxílios-desemprego e trabalhando em regime de contrato para a empresa Canon, atuando em linhas de montagem e armazéns. Posteriormente, realizou um aprendizado profissional como atendente de restaurante.

Carreira Política
Atuação no Die Linke
Ali Al-Dailami filiou-se ao partido Die Linke em 2006. No mesmo ano, cofundou a seção de juventude do partido, a Left Youth Solid, em Giessen, assumindo a função de porta-voz. Sua ascensão interna foi rápida: integrou o comitê executivo da associação de Giessen e, entre 2007 e 2008, fez parte da executiva estadual de Hesse.
Entre 2007 e 2012, Al-Dailami atuou como porta-voz do grupo de trabalho estadual sobre migração, integração e antirracismo, cargo que posteriormente expandiu para o nível federal. Em 2008, foi eleito para a executiva federal do partido e, em 2018, tornou-se um dos seis vice-líderes da organização.
Trajetória Eleitoral e Mandato no Bundestag
Al-Dailami concorreu a diversas eleições antes de conquistar seu assento parlamentar. Nas eleições federais de 2013 e 2017, candidatou-se pelo círculo eleitoral de Gießen, obtendo 5,1% e 6,3% dos votos, respectivamente, mas não foi eleito por sua posição na lista partidária. Também concorreu, sem sucesso, às eleições para o Parlamento Europeu em 2019.
Em 2021, Al-Dailami foi o candidato principal do Die Linke em Hesse, posicionando-se como segundo na lista estadual. Foi eleito para o Bundestag, obtendo 4,0% dos votos em seu distrito.
Transição para a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW)
Ali Al-Dailami era reconhecido como um aliado próximo de Sahra Wagenknecht. Em 23 de outubro de 2023, durante a apresentação do novo partido Bündnis Sahra Wagenknecht (BSW), Al-Dailami anunciou sua saída do Die Linke para integrar a nova legenda.
Para as eleições federais de 2025, Al-Dailami concorreu como candidato principal do BSW em Hesse. No entanto, o partido não atingiu a cláusula de barreira de 5%, resultando na não reeleição de Al-Dailami para o Parlamento Federal.
Vida Pessoal
Al-Dailami possui onze irmãos e meias-irmãs. Em termos de convicções pessoais, ele se declara ateu.
Perguntas frequentes
Quem é Ali Al-Dailami?
Ali Al-Dailami é um político germano-iemenita que serviu como membro do Bundestag e foi vice-líder do partido Die Linke antes de se juntar à Aliança Sahra Wagenknecht (BSW).
Qual a origem de Ali Al-Dailami?
Ele nasceu em Sanaa, no Iêmen do Norte, e mudou-se para a Alemanha como refugiado aos oito anos de idade.
Por que ele deixou o partido Die Linke?
Al-Dailami era um aliado de Sahra Wagenknecht e decidiu integrar o novo partido fundado por ela, o Bündnis Sahra Wagenknecht (BSW), em outubro de 2023.
Ali Al-Dailami foi reeleito em 2025?
Não, pois o partido BSW não alcançou a porcentagem mínima de 5% dos votos necessária para entrar no Bundestag nas eleições de 2025.