Angelica Kauffman: Pioneira do Neoclassicismo e a Royal Academy
Pontos principais
- Foi uma das duas mulheres fundadoras da Royal Academy of Art em Londres (1768).
- Especializou-se em pintura de histária, retratos e decorações neoclássicas.
- Foi reconhecida como prodígio na infância, dominando quatro idiomas e sendo treinada por seu pai muralista.
- Teve reconhecimento académico em várias instituições prestigiosas na Itália, como a Accademia di San Luca.
Maria Anna Angelika Kauffmann, amplamente conhecida como Angelica Kauffman (1741–1807), foi uma proeminente pintora suécia que desenvolveu uma carreira internacional de sucesso, com destaque em Londres e Roma. Reconhecida principalmente como uma pintora de história, Kauffman também demonstrou maestria em retratos, paisagens e pinturas decorativas, consolidando-se como uma das figuras femininas mais influentes da arte do século XVIII.
Sua relevância histórica é marcada por ter sido, ao lado de Mary Moser, uma das duas únicas mulheres entre os membros fundadores da Royal Academy of Art em Londres, em 1768, um feito extraordinário para a época.
Primeiros Anos e Formação
Kauffman nasceu em Chur, Graubünden, Suça. Durante a infância, sua família mudou-se para Morbegno e, posteriormente, para Como, na Lombardia (então sob domínio austríaco). Em 1757, acompanhou seu pai, Joseph Johann Kauffmann, a Schwarzenberg, na Áustria.
Filha de um muralista austríaco talentoso, mas de posses modestas, Angelica foi treinada por seu pai, atuando como sua assistente enquanto viajavam pela Suça, Áustria e Itália. Considerada uma prodígio, ela adquiriu fluéncia em quatro idiomas – alemão, italiano, francés e inglés – graças ao incentivo de sua mãe, Cleophea Lutz.

Apesar de seu talento musical e vocal, Kauffman optou pelas artes plásticas após ser aconselhada por um clérigo católico sobre os riscos do ambiente operístico. Aos doze anos, ela já era reconhecida como pintora, atraindo a atenção de nobres e bispos.
Ascensão na Itália e o Neoclassicismo
Em 1762, a artista mudou-se para Florença, onde teve seu primeiro contato com o estilo que viria a ser denominado Neoclassicismo. Sua competéncia foi rapidamente reconhecida: tornou-se membro eleito da Accademia delle Arti del Disegno e membro honorário da Accademia Clementina di Bologna.
Ao se estabelecer em Roma em 1763, Kauffman integrou-se à comunidade britânica residente na cidade, o que facilitou sua transição para o mercado de retratos. Em maio de 1765, foi eleita para a Accademia di San Luca, apresentando a obra Allegoria da Esperança como sua peça de recepção.
Carreira na Grã-Bretanha
Kauffman mudou-se para Londres sob a influäncia de Lady Wentworth, esposa do embaixador britânico em Veneza. Na capital inglesa, foi acolhida pela alta sociedade e recebeu o favor da família real. Um de seus vínculos mais estreitos foi com Sir Joshua Reynolds, com quem trocou retratos e influäncias artásticas.
Em 1768, Kauffman tornou-se signatária da petição ao Rei para a criação da Royal Academy of Art, sendo nomeada membro fundadora. Suas contribuições iniciais para a academia incluíram composições clássicas, como o Encontro de Heitor e Andrômaca.
Durante sua estada na Grã-Bretanha, Kauffman também expandiu sua prática para a Irlanda em 1771, onde realizou diversos retratos de figuras póblicas, incluindo o procurador-geral Philip Tisdall e sua esposa Mary.
Perguntas frequentes
Quem foi Angelica Kauffman?
Angelica Kauffman foi uma pintora suécia do século XVIII, expoente do Neoclassicismo e uma das fundadoras da Royal Academy of Art em Londres.
Qual a importância de Angelica Kauffman para as mulheres na arte?
Sua importância reside no fato de ter sido uma das raras mulheres a serem aceitas como membros fundadores de uma academia real de arte no século XVIII, quebrando barreiras de gânero na educação e prática artástica.
Quais eram os principais temas de suas obras?
Kauffman era primariamente uma pintora de histária, focando em temas clássicos e mitológicos, mas também produziu retratos e paisagens de alta qualidade.