Assassinato de Rehavam Ze'evi
Pontos principais
- Rehavam Ze'evi foi o primeiro ministro israelense assassinado desde Yitzhak Rabin.
- O crime foi cometido por membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP) em retaliação à morte de Abu Ali Mustafa.
- Os assassinos foram capturados por Israel em 2006 após a saída de guardas internacionais da prisão de Jericó.
O ministro do Turismo de Israel, Rehavam Ze'evi, foi assassinado na manhã de quarta-feira, 17 de outubro de 2001, no hotel Dan Jerusalem (anteriormente conhecido como Hyatt Regency), em Jerusalém. O ataque foi executado por um grupo de palestinos atuando em nome da Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP).
Ze'evi foi o primeiro ministro israelense a ser assassinado desde a morte de Yitzhak Rabin e a figura israelense de mais alto escalão a ser morta por militantes palestinos durante todo o conflito árabe-israelense.

Planejamento e Preparação
Em setembro de 2001, a PFLP decidiu assassinar Ze'evi como retaliação ao assassinato do líder da organização, Abu Ali Mustafa, efetuado por Israel em agosto do mesmo ano. Para viabilizar a operação, a PFLP coletou informações detalhadas sobre a rotina e a localização do ministro.
Foi identificado que Ze'evi mantinha um quarto permanente no hotel Hyatt Regency, situado na fronteira entre os bairros de French Hill e Mount Scopus. Os executores do ataque reservaram um quarto no hotel via telefone, utilizando identidades falsas, e chegaram ao local na noite anterior ao crime para a preparação final.
O Atentado
No dia 17 de outubro de 2001, Rehavam Ze'evi estava hospedado no quarto 816 do hotel. O ministro não utilizava guarda-costas, pois recusava-se a alterar seus hábitos cotidianos apesar das ameaças terroristas.
A execução do crime ocorreu da seguinte forma:
- 6:00: Hamdi Quran, um dos assassinos, foi ao refeitório do hotel para confirmar a presença de Ze'evi.
- 6:20: Ze'evi e sua esposa, Yael, desceram para tomar café da manhã. Ao notar a presença do ministro, Quran alertou seus cúmplices.
- Preparação: Dois dos assaltantes foram ao estacionamento do subsolo para buscar pistolas modificadas com silenciadores, retornando ao quarto pelas escadas para evitar suspeitas.
- A emboscada: Os executores posicionaram-se perto da saída de emergência, adjacente ao quarto de Ze'evi, no 8º andar.
Às 6:50, Ze'evi retornou sozinho ao seu quarto via elevador. Ao sair do elevador, ele passou pelos assassinos. Segundo depoimentos, Quran gritou "Ei!" e, quando Ze'evi se virou, disparou três vezes contra a cabeça do ministro a curta distância. Dois projéteis atingiram o alvo; o primeiro causou danos cerebrais irreversíveis.
Yael Ze'evi e o motorista do ministro, Adi Maman, encontraram o corpo de Ze'evi no corredor às 7:00. Ele foi transportado ao Centro Médico Hadassah em estado crítico, mas sua morte foi confirmada às 10:00.
Responsabilidade e Reações
A PFLP assumiu a responsabilidade pelo crime, justificando-o como vingança pela morte de Abu Ali Mustafa. Rabah Muhana, oficial da PFLP, afirmou que a ação era uma resposta à postura de direita de Ze'evi e suas posições sobre a deportação de palestinos.
O assassinato causou forte impacto na opinião pública israelense. O funeral ocorreu no dia seguinte, no cemitério do Monte Herzl, em Jerusalém, com a presença do então presidente Moshe Katsav e do primeiro-ministro Ariel Sharon.
Captura dos Executores
Após o crime, os assassinos fugiram para a Cisjordânia, escondendo-se no complexo da Mukataa, em Ramallah, sob a proteção de Yasser Arafat. Durante a Operação Escudo Defensivo, um acordo foi firmado para que os criminosos fossem transferidos para a prisão de Jericó, sob supervisão de guardas britânicos e americanos.
Em 14 de março de 2006, após a saída dos guardas internacionais da prisão de Jericó — motivada pela alegação de que a Autoridade Palestina não cumpria o acordo — Israel lançou a Operação Bringing Home the Goods. As Forças de Defesa de Israel (IDF) capturaram os assassinos, que foram posteriormente julgados em Israel, condenados e sentenciados a longas penas de prisão.
Perguntas frequentes
Quem foi Rehavam Ze'evi?
Rehavam Ze'evi era o Ministro do Turismo de Israel em 2001 e uma figura política de direita.
Qual organização foi responsável pelo assassinato?
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP) assumiu a responsabilidade pelo ataque.
Por que Ze'evi foi assassinado?
A PFLP afirmou que o crime foi uma retaliação ao assassinato do seu líder, Abu Ali Mustafa, ocorrido em agosto de 2001.
O que aconteceu com os assassinos?
Após anos de refúgio e detenção em Jericó, eles foram capturados pelas Forças de Defesa de Israel em 2006 e condenados a penas longas de prisão em tribunais israelenses.