Atentado com Carro em Tóquio de 2019
Pontos principais
- O ataque ocorreu em 1º de janeiro de 2019, na rua Takeshita, em Harajuku, Tóquio.
- O autor, Kazuhiro Kusakabe, alegou que o ato foi um protesto contra a execução de membros do Aum Shinrikyo.
- Nove homens ficaram feridos no total, sendo um deles em estado crítico.
- O agressor planejava inicialmente um ataque incendiário no Santuário Meiji, mas mudou de tática devido a restrições de tráfego.
O Atentado com Carro em Tóquio de 2019 foi um ataque de atropelamento deliberado ocorrido em 1º de janeiro de 2019, no distrito de Harajuku, em Tóquio, Japão. O autor do crime, Kazuhiro Kusakabe, de 21 anos na época, utilizou um veículo para atropelar pedestres na movimentada rua Takeshita, alegando que o ato foi uma retaliação às execuções de membros do culto Aum Shinrikyo.

O Ataque
O incidente ocorreu pouco após a meia-noite do dia 1º de janeiro, durante as celebrações de Ano Novo. A rua Takeshita, localizada no bairro de Shibuya, estava fechada ao tráfego de veículos devido ao fluxo de pessoas que visitavam o próximo Santuário Meiji, um dos maiores santuários xintoístas do Japão.
O perpetrador utilizou um veículo alugado, um Daihatsu Move com placas de Osaka, para romper uma barreira policial e dirigir por aproximadamente 140 metros na contramão da rua, atingindo oito homens com idades entre 19 e 51 anos. Após a colisão com os pedestres, o veículo chocou-se contra um edifício. Um nono homem foi levemente ferido quando Kusakabe o atingiu ao sair do carro.
Kusakabe fugiu do local imediatamente após a colisão, mas foi localizado e detido pela polícia cerca de 20 a 30 minutos depois no Parque Yoyogi, nas proximidades.
Motivação e Planejamento
Kazuhiro Kusakabe, natural de Neyagawa, Osaka, afirmou às autoridades que o ataque foi um ato terrorista destinado a protestar contra a pena de morte no Japão e, especificamente, contra a execução de membros do culto Aum Shinrikyo em julho de 2018. O Aum Shinrikyo foi o grupo responsável pelo ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995.
Investigações policiais revelaram que Kusakabe possuía um plano original mais ambicioso. De acordo com relatos, ele pretendia realizar um ataque incendiário utilizando uma lavadora de alta pressão para espalhar querosene sobre a multidão no Santuário Meiji. No entanto, ao constatar que veículos não tinham permissão de entrada no santuário devido ao volume de visitantes, ele alterou seu plano para o atropelamento na rua Takeshita.
Dentro do veículo, a polícia encontrou um tanque de 30 litros de querosene e a referida lavadora de alta pressão, embora nenhum incêndio tenha sido provocado durante o evento.
Vítimas e Consequências Jurídicas
O ataque resultou em nove vítimas, todas do sexo masculino. Oito foram feridos diretamente pela colisão do carro, incluindo um jovem de 19 anos que foi hospitalizado em estado crítico. O nono indivíduo sofreu ferimentos leves ao ser atingido pelo agressor durante a saída do veículo.
Kusakabe foi posteriormente processado e condenado por tentativa de homicídio, recebendo uma sentença de 18 anos de prisão.
Perguntas frequentes
O que motivou o ataque em Tóquio em 2019?
O autor, Kazuhiro Kusakabe, afirmou que o ataque foi uma retaliação às execuções de membros do culto Aum Shinrikyo em julho de 2018 e um protesto contra a pena de morte no Japão.
Onde exatamente ocorreu o atentado?
O atentado ocorreu na rua Takeshita, no distrito de Harajuku, em Shibuya, Tóquio, perto do Santuário Meiji.
Quantas pessoas ficaram feridas?
Nove homens foram feridos no total: oito atropelados pelo veículo e um atingido pelo agressor ao sair do carro.
Qual era o plano original do agressor?
Kusakabe planejava usar uma lavadora de alta pressão para espalhar querosene e incendiar a multidão no Santuário Meiji, mas mudou o plano após descobrir que carros não podiam entrar no local.