Ciência

Banco de Dados de Répteis

Pontos principais

  • Focado exclusivamente em répteis vivos, excluindo espécies fósseis.
  • Mantém registros de aproximadamente 14.000 espécies e suas subespécies.
  • Fundado em 1995 por Peter Uetz no Laboratório Europeu de Biologia Molecular.
  • Integra-se ao Catalogue of Life e colabora com a IUCN e o iNaturalist.

O Banco de Dados de Répteis (do inglês Reptile Database) é um repositório científico especializado na coleta e organização de informações taxonômicas de todas as espécies de répteis vivos. Diferente de outros catálogos paleontológicos, este banco de dados exclui espécies fósseis, como os dinossauros, concentrando-se exclusivamente na fauna atual.

O foco principal da plataforma são as espécies e suas subespécies, em detrimento de classificações de ranks superiores, como famílias. Atualmente, o sistema mantém registros de aproximadamente 14.000 espécies reconhecidas, embora exista um intervalo de alguns meses para que novas espécies descritas sejam integradas ao sistema online.

Histórico e Evolução

Fundado em 1995, o projeto iniciou-se como EMBL Reptile Database, criado por Peter Uetz enquanto este era estudante de pós-graduação no Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL), em Heidelberg, Alemanha. A interface web inicial foi desenvolvida por Thure Etzold, utilizando a mesma estrutura da base de dados de sequências de DNA do EMBL.

Em 2006, a base de dados foi transferida para o The Institute of Genomic Research (TIGR), operando brevemente como TIGR Reptile Database. Posteriormente, com a fusão do TIGR ao J Craig Venter Institute (JCVI), Uetz atuou como professor associado até 2010.

Desde 2010, a manutenção do sistema é realizada em servidores localizados na República Tcheca, sob a supervisão de Peter Uetz e do programador tcheco Jirí Hošek. Em 2021, o projeto celebrou seu 25º aniversário em conjunto com o AmphibiaWeb, que completava 20 anos de existência.

Conteúdo e Abrangência

Gráfico de distribuição taxonômica do Reptile Database
Representação visual da organização de gêneros e espécies no banco de dados.

Até agosto de 2024, o Banco de Dados de Répteis listava cerca de 12.200 espécies (incluindo aproximadamente 2.200 subespécies) distribuídas em cerca de 1.250 gêneros. O acervo conta com mais de 60.000 referências bibliográficas e aproximadamente 22.000 fotografias.

A base de dados apresenta um crescimento constante, com a descrição de 100 a 200 novas espécies por ano na última década. Recentemente, foi incorporada uma lista abrangente de espécimes-tipo primários, essenciais para a validação taxonômica.

Integração com Outros Sistemas Científicos

O Banco de Dados de Répteis é integrante do projeto Species 2000, que desenvolve o Catalogue of Life (CoL), um meta-banco de dados que cataloga todas as espécies vivas do planeta. As informações do CoL, por sua vez, alimentam a Encyclopedia of Life (EoL).

Além disso, a plataforma colabora com diversas entidades e bases de dados globais, incluindo:

  • World Register of Marine Species (WoRMS): Para a catalogação de répteis marinhos.
  • iNaturalist: Integração com projetos de ciência cidadã.
  • IUCN Red List: Links para a base de dados de espécies ameaçadas.
  • NCBI Taxonomy Database: O banco de dados de taxonomia do NCBI direciona usuários para o Reptile Database para informações detalhadas.

Perguntas frequentes

O que é o Reptile Database?

É um banco de dados científico que coleta informações taxonômicas, como nomes científicos, sinônimos, distribuição e etimologia, de todas as espécies de répteis vivos do mundo.

O banco de dados inclui dinossauros?

Não. O Reptile Database foca apenas em espécies vivas; espécies fósseis e extintas, como os dinossauros, não fazem parte do seu escopo.

Quem mantém o Banco de Dados de Répteis atualmente?

Desde 2010, o banco de dados é supervisionado por Peter Uetz e Jirí Hošek, com servidores hospedados na República Tcheca.

Com que frequência novas espécies são adicionadas?

A base de dados cresce constantemente, com a adição de 100 a 200 novas espécies descritas por ano na última década, embora possa haver um atraso de alguns meses para a atualização online.