Biblioteca Jones de Amherst
Pontos principais
- Fundada em 1919 através do legado testamentário de Samuel Minot Jones.
- O edifício principal, concluído em 1928, foi projetado para parecer uma casa para criar um ambiente acolhedor.
- Possui duas filiais: a Biblioteca Memorial Munson e a Biblioteca de North Amherst.
- Reconhecida como marco literário devido à sua associação com o poeta Robert Frost.
A Biblioteca Jones de Amherst é uma instituição pública localizada em Amherst, Massachusetts, composta por uma unidade central e duas filiais. Estabelecida em 1919, a biblioteca foi viabilizada por um fundo testamentário deixado pelo comerciante de madeira Samuel Minot Jones.
Atualmente, a instituição é gerida por um conselho de curadores e oferece aos residentes de Amherst e arredores uma vasta gama de materiais bibliográficos, recursos eletrônicos, programações culturais, coleções especiais e eventos comunitários.
Devido à sua forte ligação com o poeta Robert Frost, a biblioteca integra o Registro de Marcos Literários da Association of Library Trustees, Advocates, Friends and Foundations.
História e Fundação
A origem da biblioteca remonta ao testamento de 1905 de Samuel Minot Jones, um soldado da Guerra Civil e comerciante de madeira. Embora tenha vivido a maior parte de sua vida em Chicago e Nova Jersey, Jones manteve um vínculo profundo com Amherst, especialmente com a rua Amity, onde ficava a casa de sua infância. Em seu testamento, ele estipulou que, caso nenhum de seus filhos sobrevivesse ou morressem antes dos vinte e um anos, os fundos destinados a eles deveriam ser revertidos para a cidade de Amherst para a criação de uma biblioteca pública gratuita.
Samuel Minot Jones faleceu em 10 de outubro de 1912. Em 1918, seu único filho, Minot Jones, morreu aos 19 anos devido à gripe espanhola enquanto treinava para a Primeira Guerra Mundial no Camp Polk, Carolina do Norte. Com esse evento, a fortuna de Jones, que totalizava 661.747,08 dólares na época, foi transferida para a cidade de Amherst e para os curadores da futura biblioteca.
Desenvolvimento Inicial e Desafios
Em 21 de março de 1919, a Legislatura de Massachusetts aprovou o ato de incorporação da "The Jones Library, Incorporated", permitindo a administração dos fundos. Enquanto a construção do edifício definitivo (que deveria ser à prova de fogo) era planejada, os curadores estabeleceram uma sala de leitura temporária em apartamentos situados em frente ao local da futura obra.
Charles Robert Green, ex-bibliotecário do Massachusetts Agricultural College (atual Universidade de Massachusetts Amherst), foi nomeado o primeiro bibliotecário em 1º de setembro de 1920. Entre 1920 e 1926, Green expandiu a coleção, recebendo mais de cinco mil livros da antiga biblioteca municipal de Amherst e doações de livros e manuscritos de história local da família Boltwood.
Em 9 de dezembro de 1926, um incêndio destruiu o prédio onde funcionava a sede temporária. Apesar da perda de parte do acervo e de registros, estudantes universitários e bombeiros conseguiram salvar muitos livros e móveis. A biblioteca reabriu no dia seguinte em salas alugadas na residência F.S. Whipple, na North Pleasant Street, adjacente ao terreno da rua Amity.

O Edifício da Rua Amity
Concluído em 1º de novembro de 1928 e projetado por Allan Cox, da firma Putnam & Cox, o edifício foi concebido para assemelhar-se a uma residência, refletindo a visão de que a biblioteca deveria ser como a "Mãe Amherst acolhendo seus filhos em casa".
A instituição foi pioneira ao incluir um auditório público para apresentações e reuniões comunitárias, uma inovação para a época que levou o bibliotecário a consultar a Comissão de Bibliotecas do Estado para garantir a legalidade de tais eventos em espaços bibliotecários.
Personalidades e Influência Cultural
Sob a gestão de Charles Green, a biblioteca tornou-se um centro cultural, atraindo autores, poetas e acadêmicos. Entre os frequentadores e palestrantes notáveis, destacam-se:
- Robert Frost, renomado poeta;
- David Morton e Robert Francis, poetas;
- Dr. William Murphy, vencedor do Prêmio Nobel;
- Harlan Fiske Stone, juiz da Suprema Corte;
- Ray Stannard Baker (sob o pseudônimo David Grayson), jornalista.
A liderança da biblioteca passou por diversos diretores após Green, incluindo William F. Merrill (1954), Quentin De Streel (1971–75), Anne Turner (1975–80), Bonnie Isman (1980–2010) e Sharon Sharry (desde 2011).
Filiais e Expansão
Além da unidade central, a Biblioteca Jones opera duas filiais:
Biblioteca Memorial Munson
Localizada na South East Street, em South Amherst, foi nomeada em homenagem a Parnell T. Munson. A viúva de Munson doou 30.000 dólares em 1914 para a construção de uma biblioteca. Embora os planos iniciais tenham sido alterados devido ao legado de Samuel Minot Jones, o edifício foi finalmente concluído em 1930 como uma filial da Biblioteca Jones, evoluindo posteriormente para um centro comunitário com serviços de biblioteca.
Biblioteca de North Amherst
Fundada em 1873, foi a primeira biblioteca pública gratuita de Amherst, inicialmente mantida por quotas de membros. Localizada na Montague Road desde 1891, a unidade faz parte do Distrito Histórico de North Amherst Center e tornou-se oficialmente uma filial da Biblioteca Jones em 20 de junho de 1925.
Relações Internacionais
Em 2003, a Biblioteca Jones estabeleceu uma parceria com uma biblioteca em Kanegasaki, Japão. As duas instituições trocam livros e recursos, com foco especial em obras relacionadas a Emily Dickinson.
Perguntas frequentes
Quem fundou a Biblioteca Jones?
A biblioteca foi estabelecida através de um fundo criado pelo testamento de Samuel Minot Jones, um comerciante de madeira e soldado da Guerra Civil.
Qual a importância de Robert Frost para a biblioteca?
A biblioteca é reconhecida como um marco literário devido à sua associação com o poeta Robert Frost, que foi um dos patronos e palestrantes da instituição.
Quais são as filiais da Biblioteca Jones?
As filiais são a Biblioteca Memorial Munson, em South Amherst, e a Biblioteca de North Amherst.
O que aconteceu com a sede temporária da biblioteca em 1926?
A sede temporária, localizada em um prédio de apartamentos, foi destruída por um incêndio em 9 de dezembro de 1926, mas a biblioteca reabriu no dia seguinte em salas alugadas.