Colisão de Aeronaves no Aeroporto de Haneda em 2024
Pontos principais
- O acidente ocorreu em 2 de janeiro de 2024, no Aeroporto de Haneda, Tóquio.
- Cinco tripulantes da Guarda Costeira Japonesa morreram; todos os ocupantes do voo JAL 516 sobreviveram.
- A investigação confirmou que o voo da JAL tinha autorização para pousar, enquanto o Dash 8 da Guarda Costeira não tinha permissão para estar na pista.
- Foi a primeira perda total de um Airbus A350 desde a introdução do modelo em 2015.
Em 2 de janeiro de 2024, ocorreu um grave acidente de pista no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, Japão. A colisão envolveu um Airbus A350-900 da Japan Airlines (JAL), operando como o voo 516, e um De Havilland Canada Dash 8 operado pela Guarda Costeira Japonesa (registro JA722A). O incidente resultou na destruição de ambas as aeronaves e na morte de cinco tripulantes do avião da Guarda Costeira.

As Aeronaves Envolvidas
Airbus A350-941 (Japan Airlines)
A aeronave da JAL, registrada como JA13XJ, era um modelo A350-941 com pouco mais de dois anos de operação, tendo sido entregue à companhia em novembro de 2021. O voo 516 era um serviço doméstico programado partindo do Aeroporto de New Chitose, perto de Sapporo, com destino a Haneda.

De Havilland Canada DHC-8-315Q (Guarda Costeira Japonesa)
A aeronave da Guarda Costeira, apelidada de Mizunagi-1 (JA722A), tinha aproximadamente 16 anos de idade. Este avião era utilizado para missões de patrulha marítima e transporte. Notavelmente, a aeronave havia sido danificada durante o terremoto e tsunami de Tōhoku em 2011, sendo a única de sua base a ser reparada e retornar ao serviço.
Dinâmica do Acidente
O acidente ocorreu por volta das 17:47 JST, durante a aterrissagem do voo JAL 516 na pista 34R. No momento da colisão, o avião da Guarda Costeira estava posicionado na pista, transportando suprimentos de emergência para Niigata em resposta ao terremoto de Noto, ocorrido no dia anterior.

Sequência de Eventos
- Aproximação: O voo JAL 516 recebeu autorização para pousar.
- Colisão: Ao tocar a pista, o A350 colidiu com o Dash 8, que não tinha permissão para estar na pista naquele momento.
- Incêndio: O impacto causou a ignição imediata de combustíveis, gerando uma bola de fogo. O A350 deslizou por cerca de 1 km, deixando um rastro de chamas, até parar no gramado ao lado da pista.

Vítimas e Evacuação
No avião da Guarda Costeira, cinco dos seis tripulantes morreram. Apenas o capitão, Genki Miyamoto, sobreviveu, embora com ferimentos graves. No Airbus A350, todos os 379 ocupantes (367 passageiros e 12 tripulantes) foram evacuados com sucesso. A evacuação foi possível graças à rápida ação da tripulação e ao uso de escorregadores de emergência, apesar da fumaça que rapidamente preencheu a cabine.

Investigação e Impacto
As investigações preliminares determinaram que houve uma falha de comunicação ou coordenação, pois o voo da JAL tinha a autorização de pouso, enquanto a aeronave da Guarda Costeira não deveria estar na pista. Este evento foi significativo por ser a primeira perda total de casco (hull-loss) da Japan Airlines desde o voo 123 em 1985 e o primeiro acidente com perda total de um Airbus A350 desde o início de sua operação comercial em 2015.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas morreram no acidente de Haneda?
Cinco tripulantes do avião da Guarda Costeira Japonesa morreram. Todos os passageiros e tripulantes do voo JAL 516 sobreviveram.
Qual foi a causa principal da colisão?
A investigação determinou que o voo da JAL recebeu a autorização de pouso, enquanto a aeronave da Guarda Costeira Japonesa não tinha permissão para estar na pista 34R.
O Airbus A350 da JAL foi totalmente destruído?
Sim, embora todos tenham sido evacuados, a estrutura da aeronave colapsou devido à intensidade do incêndio subsequente à colisão.
Qual era a missão do avião da Guarda Costeira?
O avião estava transportando suprimentos de emergência para Niigata para auxiliar as vítimas do terremoto de Noto de 2024.