Comitê para a Proteção de Jornalistas
Pontos principais
- O CPJ foi fundado em 1981 em resposta à perseguição de jornalistas no Paraguai.
- A organização possui status consultivo junto às Nações Unidas desde 2016.
- O CPJ mantém um banco de dados global sobre jornalistas mortos, presos ou desaparecidos desde 1992.
- Em 2026, o governo russo incluiu o CPJ em sua lista de organizações indesejáveis.
O Comitê para a Proteção de Jornalistas (do inglês Committee to Protect Journalists, CPJ) é uma organização independente e sem fins lucrativos, sediada em Nova York, dedicada a promover a liberdade de imprensa e defender os direitos de jornalistas em todo o mundo. Fundada em 1981, a organização atua monitorando violações contra profissionais da mídia e oferecendo assistência em casos de perseguição, prisão ou violência.
História e Fundação
A organização foi estabelecida em 1981, inicialmente como uma resposta ao assédio sofrido pelo jornalista paraguaio Alcibiades González Delvalle. O jornalista Walter Cronkite foi o seu presidente honorário fundador. Desde a sua criação, o CPJ consolidou-se como uma referência internacional no monitoramento de riscos enfrentados por profissionais da comunicação.
Monitoramento e Pesquisa
Desde o final da década de 1980, o CPJ publica dados sobre jornalistas mortos ou presos em decorrência de suas atividades profissionais. Em 1992, a organização iniciou a compilação de um banco de dados abrangente que rastreia casos de jornalistas mortos, desaparecidos ou encarcerados. Estes dados são frequentemente utilizados por organizações internacionais e veículos de imprensa para avaliar o estado da liberdade de expressão globalmente.
Em 2008, o CPJ lançou o Global Impunity Index (Índice Global de Impunidade), uma ferramenta que classificava países com base na falha em processar os responsáveis pelo assassinato de jornalistas. Em outubro de 2025, a organização anunciou uma pausa na publicação deste índice para reorientar suas estratégias de combate à impunidade, focando em mecanismos como sanções direcionadas contra perpetradores.
Atuação Internacional
O CPJ é um membro fundador da International Freedom of Expression Exchange (IFEX), uma rede global que monitora violações à liberdade de expressão. Em 2016, a organização obteve status consultivo junto às Nações Unidas, após um processo de votação que superou resistências de países com histórico de restrições à imprensa.
A organização também mantém o U.S. Press Freedom Tracker, uma iniciativa voltada para o monitoramento de violações de liberdade de imprensa dentro dos Estados Unidos. Em 2026, o governo da Rússia classificou o CPJ como uma "organização indesejável", restringindo suas atividades no país.
Revisão de Dados e Ética
O CPJ mantém rigorosos padrões de verificação para seus registros. Em junho de 2026, a organização realizou uma revisão em seu banco de dados referente à Guerra em Gaza, removendo nomes de indivíduos identificados por grupos militantes como combatentes, reafirmando que a utilização indevida de insígnias de "Imprensa" coloca em risco a segurança de jornalistas legítimos.
Perguntas frequentes
O que faz o Comitê para a Proteção de Jornalistas?
O CPJ promove a liberdade de imprensa globalmente, monitora violações contra jornalistas, publica relatórios sobre riscos à profissão e defende os direitos de profissionais da mídia que sofrem perseguição ou violência.
Como o CPJ financia suas atividades?
Como uma organização 501(c)(3) sem fins lucrativos, o CPJ opera através de doações e fundos destinados a apoiar a liberdade de imprensa e a segurança de jornalistas.
O CPJ é uma organização governamental?
Não, o CPJ é uma organização independente e não governamental, embora possua status consultivo junto às Nações Unidas.