História

Crônica dos Príncipes: O Registro Histórico do País de Gales

Pontos principais

  • É uma das fontes primárias mais importantes para a história medieval do País de Gales.
  • A versão original em latim foi perdida, sobrevivendo apenas traduções para o galês.
  • Cobre o período entre 682 (morte de Cadwaladr) e 1332.
  • Foca nos reinos de Gwynedd, Powys e Deheubarth, além de eventos eclesiásticos e internacionais.

A Brut y Tywysogion (do galês, Crônica dos Príncipes) é considerada uma das fontes primárias mais fundamentais para a compreensão da história do País de Gales durante a Idade Média. Trata-se de uma crônica analística que foi concebida como uma continuação da obra Historia Regum Britanniae, de Geoffrey de Monmouth.

Embora a obra tenha sobrevivido através de diversas traduções para o galês, a versão original em latim não foi preservada. Entre os manuscritos mais significativos estão o Peniarth MS. 20, de Robert Vaughan, e a versão contida no Livro Vermelho de Hergest, embora esta última seja ligeiramente menos completa. Existe ainda uma variante intitulada Brenhinoedd y Saeson (Reis dos Ingleses), que integra anais galeses com informações provenientes de fontes inglesas.

Página de um manuscrito da Crônica dos Príncipes
Exemplo de manuscrito da Brut y Tywysogion.

Conteúdo e Abrangência Temporal

A versão preservada no manuscrito Peniarth MS. 20 inicia seus registros no ano de 682, com a anotação da morte de Cadwaladr, e estende-se até o ano de 1332. A estrutura da obra evolui ao longo do tempo:

  • Período Inicial: As entradas são breves e focam predominantemente em registros de óbitos e fenômenos naturais, como eclipses, pragas e terremotos.
  • Período Posterior: Os registros tornam-se significativamente mais detalhados, concentrando-se nos governantes dos reinos de Gwynedd, Powys e Deheubarth.

Além da política secular, a crônica documenta eventos eclesiásticos relevantes. Um exemplo notável é o registro de 768, que menciona o esforço do Bispo de Bangor, Elbodius (Elfodd), para alinhar a data da celebração da Páscoa na igreja galesa com as normas de Roma. A obra também oferece breves relatos sobre acontecimentos na Inglaterra, Irlanda, Escócia, Bretanha e, ocasionalmente, na França.

Detalhe de manuscrito da Crônica dos Príncipes
Fragmento de texto da Brut y Tywysogion.

Origem e Composição

Acredita-se que os anais monásticos originais tenham sido redigidos na Abadia de Strata Florida. Há evidências de que esses registros possam ter sido mantidos na antiga abadia de Llanbadarn Fawr durante o século XI. A composição final da obra não se limitou a uma única fonte, incorporando anais de diversas outras abadias. Estima-se que ao menos uma das traduções para o galês tenha sido produzida na própria Abadia de Strata Florida.

Perguntas frequentes

O que é a Brut y Tywysogion?

É a 'Crônica dos Príncipes', um registro analístico fundamental para a história do País de Gales, servindo como continuação da obra de Geoffrey de Monmouth.

Em qual língua foi escrita originalmente?

A obra foi originalmente escrita em latim, mas a versão original não sobreviveu; as cópias existentes são traduções para o galês.

Qual a importância da Abadia de Strata Florida?

Acredita-se que a abadia tenha sido o local de redação dos anais originais e de pelo menos uma das traduções galesas.

Quais reinos galeses são os principais focos da crônica?

A crônica foca principalmente nos governantes dos reinos de Gwynedd, Powys e Deheubarth.