Dinastia Hohenstaufen
Pontos principais
- A dinastia governou o Sacro Império Romano-Germânico entre 1138 e 1254.
- O Império atingiu sua maior extensão territorial sob o comando dos Hohenstaufen (1155-1268).
- A facção Ghibelina na Itália derivou seu nome da associação da família com a cidade de Waiblingen.
- Os governantes mais notáveis foram Frederico I (Barbarossa), Henrique VI e Frederico II.
A Dinastia Hohenstaufen, também conhecida como Staufer, foi uma linhagem nobre de origem germânica que exerceu domínio sobre o Ducado da Suábia a partir de 1079 e ascendeu ao poder real no Sacro Império Romano-Germânico entre 1138 e 1254. A dinastia é lembrada por ter levado o Império à sua maior extensão territorial entre os anos de 1155 e 1268.
Os governantes mais proeminentes da casa foram Frederico I (eleito em 1155), Henrique VI (1191) e Frederico II (1220), que não apenas ocuparam o trono imperial, mas também governaram a Itália e a Borgonha.

Etimologia e Nomeclatura
O termo Hohenstaufen foi introduzido no século XIV para diferenciar a colina cônica "alta" (hohen) chamada Staufen, situada na Jura Suábia (distrito de Göppingen), da aldeia de mesmo nome localizada no vale abaixo. Historiadores do século XIX aplicaram esse nome ao castelo da colina para distingui-lo de outras fortificações homônimas, e a nomenclatura acabou sendo estendida à própria dinastia.
Na historiografia alemã contemporânea, prefere-se o termo Staufer, por ser mais próximo do uso da época. A palavra Staufen deriva de Stauf (do alto alemão antigo stouf), que significa "cálice", termo frequentemente utilizado na Idade Média para descrever colinas cônicas na Suábia.
A família também foi associada a Waiblingen, sendo referida por cronistas como a "linhagem real dos Waiblingens". Essa conexão deu origem ao termo Gibelinos (do italiano Ghibellini), a facção pró-imperial nas rivalidades cívicas italianas dos séculos XIII e XIV.

Origens e Ascensão
As origens exatas da família permanecem incertas, mas condes Staufer são mencionados em documentos do imperador Otão III em 987 como descendentes de condes da região de Riesgau, na Suábia, possivelmente relacionados à família bávara Sieghardinger.
O progenitor reconhecido em genealogias posteriores foi o conde Frederico (falecido por volta de 1075), que atuou como conde palatino da Suábia. Seu filho, Frederico de Büren, casou-se com Hildegard de Egisheim, sobrinha do Papa Leão IX. O filho deste casal, Frederico I, foi nomeado Duque da Suábia em 1079 pelo rei saliano Henrique IV, consolidando a base de poder da família.
Governo na Alemanha e Conflitos
Com a morte de Henrique V, o último membro masculino da dinastia Saliana, em 1125, iniciou-se uma disputa sucessória. Frederico II (Duque da Suábia) e seu irmão Conrado tentaram suceder ao trono do Sacro Império Romano-Germânico, mas Frederico perdeu a eleição para o duque saxão Lotário de Supplinburg, resultando em uma guerra civil que terminou com a submissão de Frederico em 1134.
Após a morte de Lotário em 1137, Conrado III foi eleito rei, marcando o início do domínio Staufer sobre o trono imperial. Seu reinado foi marcado por tensões com a Casa de Welf, especialmente com Henrique, o Orgulhoso, a quem Conrado privou de seus territórios na Saxônia e Baviera. Conrado III também participou da Segunda Cruzada em 1147, embora a expedição tenha terminado em fracasso.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre os nomes Hohenstaufen e Staufer?
Hohenstaufen é um termo posterior, usado para distinguir a colina 'alta' onde ficava o castelo, enquanto Staufer é o termo contemporâneo à época da dinastia e preferido por historiadores modernos.
Quem foram os principais imperadores da dinastia?
Os mais proeminentes foram Frederico I (conhecido como Barbarossa), Henrique VI e Frederico II.
Qual a relação da dinastia com a Itália?
Além de governarem o Sacro Império, os Hohenstaufen também reinavam sobre a Itália e a Sicília, gerando conflitos com o papado e as cidades-estado italianas.