Histórico do Ranking Mundial de Universidades THE-QS
Pontos principais
- Publicado conjuntamente pelo Times Higher Education e Quacquarelli Symonds entre 2004 e 2009.
- A partir de 2010, a parceria foi encerrada, resultando na criação de dois rankings distintos: o QS World University Rankings e o THE World University Rankings.
- Críticos argumentaram que a metodologia favorecia as ciências naturais devido ao uso de bases de dados de citações.
- Houve questionamentos sobre a imparcialidade da revisão por pares devido a possíveis conflitos de interesse dos participantes.
O Times Higher Education–QS World University Rankings foi um sistema de classificação de instituições de ensino superior publicado conjuntamente entre 2004 e 2009 pelo periódico Times Higher Education (THE) e a empresa de consultoria Quacquarelli Symonds (QS). Este ranking serviu como um dos primeiros esforços globais para quantificar a qualidade das universidades em escala mundial.
Transição e Dissolução da Parceria
A colaboração entre o THE e a QS encerrou-se em 2009. A partir de 2010, as duas organizações seguiram caminhos distintos em suas metodologias de avaliação:
- QS World University Rankings: A Quacquarelli Symonds continuou a utilizar a metodologia desenvolvida durante a parceria para publicar seu próprio ranking independente.
- Times Higher Education World University Rankings: O Times Higher Education iniciou a publicação de um novo ranking a partir de 2010, utilizando uma metodologia desenvolvida em parceria com a Thomson Reuters.
Críticas à Metodologia
Durante o período de publicação conjunta, o ranking THE-QS foi alvo de diversas críticas acadêmicas, focando principalmente na subjetividade e na abrangência dos dados.
Questionamentos sobre a Revisão por Pares
Alguns críticos questionaram a integridade do processo de revisão por pares. Peter Wills, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, argumentou que a dependência de pesquisas com funcionários de universidades poderia gerar conflitos de interesse, sugerindo que os profissionais tenderiam a classificar suas próprias instituições de forma mais favorável, transformando a avaliação em uma espécie de "competição de relações públicas" sem valor intrínseco real.
Viés em Direção às Ciências Naturais
Outra crítica significativa referia-se ao uso de bases de dados de citações, que tendem a favorecer as ciências naturais em detrimento das ciências sociais, artes e humanidades. Ian Diamond, ex-diretor executivo do Economic and Social Research Council e vice-chancelor da Universidade de Aberdeen, apontou que instituições focadas em ciências sociais, como a London School of Economics (LSE), eram prejudicadas. Segundo Diamond, a baixa posição de tais instituições não refletia a falta de qualidade acadêmica, mas sim a limitação da base de dados de citações, que não possuía a mesma cobertura para as humanidades que possuía para as ciências naturais.
Perguntas frequentes
O que foi o ranking THE-QS?
Foi um ranking de universidades publicado entre 2004 e 2009 através de uma parceria entre o Times Higher Education e a Quacquarelli Symonds.
Por que o ranking THE-QS deixou de existir?
A parceria entre as duas organizações terminou em 2009, levando cada uma a criar seu próprio sistema de classificação a partir de 2010.
Quais foram as principais críticas ao ranking?
As principais críticas envolveram a subjetividade da revisão por pares e o viés metodológico que prejudicava instituições de ciências sociais e humanidades em favor das ciências naturais.