Joseph F. Guffey: Político e Empresário da Pensilvânia
Pontos principais
- Foi senador dos Estados Unidos pela Pensilvânia entre 1935 e 1947.
- Foi o primeiro democrata eleito para o Senado na Pensilvânia desde 1874.
- Atuou como gerente geral da Philadelphia Company e fundou a Guffey Gillespie Oil Company.
- Foi um forte apoiador das políticas do New Deal de Franklin D. Roosevelt.
Joseph Finch Guffey (29 de dezembro de 1870 – 6 de março de 1959) foi um proeminente executivo de negócios e político do Partido Democrata, natural de Pittsburgh, Pensilvânia. Guffey representou a Pensilvânia no Senado dos Estados Unidos por dois mandatos, servindo de 1935 a 1947.

Primeiros Anos e Formação
Nascido em Guffey Station, no município de Sewickley, Pensilvânia, Joseph Guffey era filho de John e Barbaretta Guffey. Seus ancestrais, de origem escocesa-irlandesa, possuíam terras ao longo do rio Youghiogheny desde a década de 1780, prosperando com a expansão das ferrovias na região. Sua mãe possuía ascendência inglesa.
Guffey frequentou a Universidade de Princeton, embora não tenha concluído a graduação. Durante seu período na instituição, tornou-se discípulo do professor Woodrow Wilson. Guffey e outros ex-alunos apoiaram o "Plano Quad" de Wilson para o desenvolvimento da universidade e, posteriormente, Guffey tornou-se um membro ativo do Partido Democrata, auxiliando Wilson a conquistar a nomeação presidencial e a vitória nas eleições de 1912.
Carreira Empresarial
Entre 1901 e 1918, Guffey atuou como gerente geral da Philadelphia Company em Pittsburgh, uma empresa de serviços públicos. Paralelamente, envolveu-se em diversos empreendimentos comerciais. Em setembro de 1918, fundou a Guffey Gillespie Oil Company em parceria com E. N. Gillespie. A empresa arrendou 220.000 acres em campos petrolíferos do Texas e do Mid-Continent, sendo avaliada em aproximadamente 3,5 milhões de dólares em 1921.

Atuação na Primeira Guerra Mundial e Controvérsias Legais
Com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, Guffey ingressou no serviço governamental. Foi nomeado membro do Conselho de Indústrias de Guerra (Divisão de Serviço de Petróleo) e diretor do Bureau de Vendas no Escritório do Custodiante de Propriedades Estrangeiras. Serviu até março de 1921, recebendo um salário simbólico de um dólar, enquanto administrava fundos que, segundo o The New York Times, excediam 50 milhões de dólares.
Em 28 de dezembro de 1922, Guffey foi indiciado por um grande júri federal em doze acusações de peculato e apropriação indébita de fundos geridos durante sua gestão no Bureau de Vendas. George W. Storck, contador do Departamento de Justiça, alegou que Guffey teria manipulado juros de depósitos governamentais em 32 bancos para obter empréstimos pessoais. Em 1926, surgiu outra denúncia federal envolvendo a subavaliação de propriedades e conluio na venda da Bosch Magneto Company.
A defesa de Guffey, liderada por Joseph Patrick Tumulty, argumentou que as acusações eram politicamente motivadas. Guffey alegou que não havia retido os juros (aproximadamente 400 mil dólares), mas que os mantinha até sua aposentadoria do cargo. Após a quitação total de suas contas no Bureau de Vendas, as acusações foram retiradas, integrando um contexto de acordos sobre transações duvidosas das administrações Harding e Coolidge, incluindo o escândalo Teapot Dome.
Carreira no Senado dos Estados Unidos
Guffey foi membro do Comitê Nacional Democrata entre 1920 e 1928. Ao lado de David L. Lawrence, liderou a revitalização do Partido Democrata na Pensilvânia. Em 1934, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, derrotando o republicano David Reed. Guffey foi o primeiro democrata a vencer a eleição para o Senado na Pensilvânia desde 1874.

No Senado, Guffey presidiu o comitê de Minas e Mineração e foi um fervoroso apoiador do New Deal do presidente Franklin D. Roosevelt. Ele também se alinhou às posições de Henry Wallace. Guffey destacou-se por criticar abertamente Harry Anslinger, chefe do Federal Bureau of Narcotics, pelo uso de termos racistas em correspondências oficiais.
Sua trajetória política foi marcada por conflitos internos e externos. Apoiou o vice-governador Thomas Kennedy em detrimento de Charles Alvin Jones, gerando tensões com o governador George H. Earle. Em 1938, envolveu-se em uma disputa judicial por difamação com Moses Annenberg, proprietário do The Philadelphia Inquirer, após Guffey afirmar via rádio que Annenberg pretendia "comprar o governo da Pensilvânia" para seu candidato preferido.
Reeleito em 1940, Guffey viu sua influência diminuir após a retomada do controle do Congresso pelos republicanos, que reverteram leis favoráveis aos sindicatos e aprovaram a Lei Taft-Hartley. Guffey foi derrotado nas eleições de 1946 pelo governador Edward Martin.
Perguntas frequentes
Quem foi Joseph F. Guffey?
Joseph F. Guffey foi um empresário e político democrata da Pensilvânia que serviu como senador dos Estados Unidos entre 1935 e 1947.
Qual foi a importância de Guffey para o Partido Democrata na Pensilvânia?
Guffey, junto com David L. Lawrence, liderou a ressurreição do Partido Democrata no estado, quebrando um longo período de domínio republicano no Senado.
Guffey enfrentou problemas legais?
Sim, na década de 1920, ele foi indiciado por peculato e apropriação indébita de fundos governamentais durante a Primeira Guerra Mundial, mas as acusações foram retiradas após a quitação de suas contas.
Qual era a posição política de Guffey no Senado?
Ele era um apoiador fervoroso do New Deal de Franklin D. Roosevelt e presidiu o comitê de Minas e Mineração.