Libertarianismo Metafísico
Pontos principais
- O libertarianismo metafísico defende que o livre-arbítrio e o determinismo são incompatíveis.
- O termo foi utilizado pela primeira vez em 1789 por William Belsham.
- A teoria divide-se em abordagens de causação pelo agente (não físicas) e teorias naturalistas que apelam para o indeterminismo físico.
O libertarianismo metafísico é uma posição filosófica dentro da metafísica que sustenta que o livre-arbítrio existe e que ele é logicamente incompatível com o determinismo. Para os defensores dessa corrente, conhecidos como incompatibilistas, o universo não é totalmente determinado, permitindo que os agentes façam escolhas reais entre múltiplos cursos de ação possíveis.

História e Principais Defensores
As formulações iniciais do libertarianismo filosófico e teológico remontam a pensadores como John Duns Scotus. No período moderno, o ponto de vista foi defendido por autores como René Descartes, George Berkeley, Immanuel Kant e Thomas Reid. No século XX, o filósofo Roderick Chisholm destacou-se como um dos principais defensores das teorias de causação pelo agente.
Teorias de Causação pelo Agente
As explicações não físicas do livre-arbítrio argumentam que os agentes possuem o poder de intervir diretamente no mundo físico. Sob essa perspectiva, chamada de causação pelo agente, um ato livre não é causado por eventos anteriores ou estados de coisas puramente materiais, mas sim pelo próprio agente, que atua como um motor primário não causado.
Perguntas frequentes
O que é o libertarianismo metafísico?
É a visão filosófica de que o livre-arbítrio é real e incompatível com o determinismo.
Qual a diferença entre determinismo e libertarianismo?
O determinismo afirma que todos os eventos são causados por eventos anteriores, enquanto o libertarianismo sustenta que os agentes podem escolher entre diferentes caminhos possíveis sem estarem totalmente determinados.