Biografia

Marguerite Higgins: Pioneira do Jornalismo de Guerra

Pontos principais

  • Primeira mulher a vencer o Prêmio Pulitzer de Correspondência Estrangeira (1951).
  • Cobriu três grandes conflitos: Segunda Guerra Mundial, Guerra da Coreia e Guerra do Vietnã.
  • Trabalhou por mais de duas décadas no jornal New York Herald Tribune.
  • Recebeu o Prêmio George Polk de Reportagem Estrangeira em 1952.

Marguerite Higgins (1920–1966) foi uma influente jornalista e correspondente de guerra norte-americana, reconhecida por sua atuação em conflitos globais e por romper barreiras de gênero em um campo historicamente dominado por homens. Ao longo de sua carreira, destacou-se por reportagens corajosas na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã.

Início da Vida e Formação

Nascida em 3 de setembro de 1920, em Hong Kong, filha de Lawrence Higgins e Marguerite de Godard Higgins, ela retornou aos Estados Unidos com a família aos três anos de idade, estabelecendo-se em Oakland, Califórnia. A experiência da Grande Depressão, que afetou a estabilidade financeira de sua família, moldou sua determinação profissional desde cedo.

Higgins cursou a Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde se formou em francês em 1941. Durante seus estudos, participou ativamente do jornal estudantil The Daily Californian. Posteriormente, ingressou na Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova York, superando obstáculos burocráticos para garantir sua vaga no programa.

Carreira Jornalística

Em 1942, iniciou sua longa trajetória no New York Herald Tribune. Sua ambição de cobrir conflitos internacionais concretizou-se em 1944, quando foi enviada para a Europa. Durante a Segunda Guerra Mundial, testemunhou a libertação do campo de concentração de Dachau em 1945 e acompanhou os julgamentos de Nuremberg.

Em 1950, assumiu a chefia do escritório do Herald Tribune em Tóquio. Pouco tempo depois, com o início da Guerra da Coreia, tornou-se uma das primeiras repórteres a chegar ao local. Sua cobertura do conflito coreano rendeu-lhe reconhecimento internacional e, em 1951, tornou-se a primeira mulher a receber o Prêmio Pulitzer de Correspondência Estrangeira.

Legado

Além de suas contribuições jornalísticas, Higgins é lembrada por ter lutado pelo acesso igualitário de mulheres a zonas de combate, desafiando as restrições militares e sociais da época. Sua carreira incluiu também o trabalho como colunista sindicalizada para o Newsday entre 1963 e 1965. Faleceu em 1966, vítima de leishmaniose contraída durante uma viagem ao Vietnã.

Perguntas frequentes

Qual foi a principal conquista jornalística de Marguerite Higgins?

Sua conquista mais notável foi tornar-se a primeira mulher a receber o Prêmio Pulitzer de Correspondência Estrangeira, em 1951, por sua cobertura da Guerra da Coreia.

Em quais guerras Marguerite Higgins atuou como correspondente?

Higgins atuou como correspondente na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietnã.

Como Marguerite Higgins faleceu?

Ela faleceu em 1966 devido a complicações causadas por leishmaniose, uma doença que contraiu durante uma viagem de reportagem ao Vietnã.