Museu Napoleônico de Havana
Pontos principais
- Localizado em Havana, Cuba, na mansão renascentista 'La Dolce Dimora'.
- Possui um acervo de aproximadamente 8.000 itens relacionados ao período da Revolução Francesa ao Segundo Império.
- Inclui a máscara mortuária de Napoleão, trazida por Dr. Francesco Antommarchi.
O Museu Napoleônico de Havana, localizado em Cuba, abriga uma das coleções mais expressivas dos séculos XVIII e XIX preservadas no Hemisfério Ocidental. Situado na Rua San Miguel, entre as ruas Ronda e Mazón, o museu encontra-se adjacente à Universidade de Havana.
História e Fundação
Fundado em 1961, o museu foi constituído a partir de diversas coleções privadas. A base do acervo provém de Julio Lobo, com acréscimos de itens pertencentes a Fulgencio Batista — conhecido admirador de Napoleão — e do empresário Óscar Cintas.
O museu está instalado na mansão La Dolce Dimora, uma residência construída em 1929 no estilo Renascimento Florentino. A casa pertenceu ao político ítalo-cubano Orestes Ferrara e foi projetada pelos arquitetos Evelio Govantes e Félix Cabarrocas, os mesmos responsáveis por obras emblemáticas como o El Capitolio e a Casa de la Amistad no Paseo.
Após um período de três anos de restauração conduzida pelo Escritório do Historiador da Cidade, o museu foi reaberto em março de 2011. Para a ocasião, a Princesa Alix de Foresta, viúva de Luis Marie Bonaparte e descendente de Jérôme Bonaparte (irmão mais novo de Napoleão), foi convidada especialmente a visitar a ilha.
O Acervo
O museu exibe quase 8.000 itens, a maioria concentrada no período que abrange desde a Revolução Francesa até o Segundo Império. A coleção é diversificada, incluindo:
- Uma biblioteca especializada;
- Trajes, armas e equipamentos militares;
- Mobiliário, moedas e objetos decorativos históricos;
- Obras de arte de pintores como Louis Tocqué, Jean-Marc Nattier, Nicolas de Largillière, Jean Baptiste Regnault, François Flameng, Andrea Appiani, Edouard Detaille, Antoine Jean Gros, Marguerite Gérard e Robert Léfèvre;
- Esculturas de Antonio Canova e Lorenzo Bartolini;
- Artes decorativas de artesãos como Jean Philipe Gui Gentil Paroy, De Boubert, Le Page, Desprez, Pierre Philippe Thomire, Jacob D.R. Meslèe, Charles Percier, Pierre Francois Fontaine, Jean Baptiste Claude Odiot e François-Xavier Heckel.
Entre as peças de maior destaque estão a máscara mortuária de Napoleão e seu telescópio. A máscara foi trazida para Cuba pelo Dr. Francesco Antommarchi, o último médico a tratar Napoleão na Ilha de Santa Helena, que posteriormente faleceu em Santiago de Cuba.
Documentação e Pesquisa
Em 2021, Luke Dalla Bona publicou a obra The Collection of the Museo Napoleonico Havana, Cuba. O livro é fruto de quase dez anos de pesquisa realizada com a autorização do Escritório do Historiador da Cidade de Havana, fornecendo informações detalhadas sobre a origem da coleção, a história do museu e o inventário de artefatos napoleônicos.
Perguntas frequentes
Onde fica o Museu Napoleônico de Havana?
O museu está localizado na Rua San Miguel, entre as ruas Ronda e Mazón, ao lado da Universidade de Havana, em Havana, Cuba.
Como foi formada a coleção do museu?
A coleção foi fundada em 1961 a partir de acervos de Julio Lobo, Fulgencio Batista e do empresário Óscar Cintas.
Quais são as peças mais raras do museu?
Entre as peças mais notáveis estão a máscara mortuária de Napoleão Bonaparte e seu telescópio.
Quem projetou o edifício do museu?
A mansão 'La Dolce Dimora' foi projetada pelos arquitetos Evelio Govantes e Félix Cabarrocas em 1929.