Parker Tyler: Vida, Obra e Crítica Cinematográfica
Pontos principais
- Parker Tyler foi um autor e crítico de cinema norte-americano ativo entre as décadas de 1930 e 1970.
- Coescreveu o romance experimental 'The Young and Evil' (1933), uma das primeiras obras literárias a abordar a temática homossexual de forma aberta.
- Foi um importante teórico do cinema, autor de obras como 'The Hollywood Hallucination' e 'Magic and Myth of the Movies'.
- Manteve um relacionamento de longo prazo com o cineasta Charles Boultenhouse.
Harrison Parker Tyler (6 de março de 1904 – 24 de julho de 1974) foi um autor, poeta e crítico de cinema norte-americano. Sua carreira foi marcada por uma atuação multifacetada, transitando entre a literatura experimental e a análise teórica da sétima arte, sendo uma figura influente na cena cultural de Greenwich Village durante o século XX.
Carreira Literária e The Young and Evil
Em 1933, Tyler coescreveu o romance The Young and Evil em parceria com o escritor Charles Henri Ford. A obra é frequentemente citada como um dos primeiros romances norte-americanos a abordar abertamente a temática homossexual. Com um estilo experimental influenciado por figuras como Gertrude Stein e Djuna Barnes, o livro retrata a vida de jovens artistas na cena queer de Greenwich Village. A escritora Gertrude Stein elogiou a obra, comparando seu impacto geracional ao de This Side of Paradise, de F. Scott Fitzgerald.
Devido ao seu conteúdo, o livro enfrentou censura imediata, sendo rejeitado por diversas editoras nos Estados Unidos e no Reino Unido. A publicação foi viabilizada pela Obelisk Press, em Paris. Durante décadas, a circulação da obra foi restringida por autoridades norte-americanas e britânicas, que impediram sua distribuição em livrarias.
Crítica Cinematográfica
Tyler consolidou-se como um crítico de cinema influente, colaborando com publicações de prestígio como View, Kenyon Review, Partisan Review, Evergreen Review, Film Culture e Film Quarterly. Suas obras teóricas, como The Hollywood Hallucination (1944) e Magic and Myth of the Movies (1947), exploraram a psicologia e a mitologia por trás da produção cinematográfica.
Em 1968, a menção de Tyler no romance Myra Breckinridge, de Gore Vidal, trouxe um novo interesse público para suas críticas. A reedição de seus livros fundamentais em 1970 reforçou seu legado como um dos teóricos mais perspicazes do cinema de sua época.
Vida Pessoal e Legado
Tyler manteve um relacionamento com o cineasta underground Charles Boultenhouse (1926–1994) de 1945 até o seu falecimento. O acervo documental do casal está preservado na Biblioteca Pública de Nova York. Tyler faleceu em Nova York, em 24 de julho de 1974, aos 70 anos.
Obras Selecionadas
- The Young and Evil (com Charles Henri Ford, 1933)
- The Hollywood Hallucination (1944)
- Magic and Myth of the Movies (1947)
- Chaplin: Last of the Clowns (1948)
- The Three Faces of the Film (1960)
- Underground Film: A Critical History (1969)
- Screening the Sexes: Homosexuality in the Movies (1972)
Perguntas frequentes
Qual foi a importância de 'The Young and Evil'?
O livro é considerado um marco na literatura queer por abordar a sexualidade de forma franca e experimental, enfrentando censura severa por décadas após seu lançamento.
Como Gore Vidal contribuiu para o reconhecimento de Tyler?
Ao mencionar Tyler em seu romance 'Myra Breckinridge' (1968), Vidal ajudou a renovar o interesse do público pela obra crítica de Tyler, levando à republicação de seus livros fundamentais.
Onde estão os documentos de Parker Tyler?
Os documentos e papéis de Parker Tyler e seu parceiro Charles Boultenhouse estão preservados na Biblioteca Pública de Nova York.