Plataforma Digital de Bibliotecas dos Estados Unidos
Pontos principais
- A DPLA foi lançada oficialmente em 18 de abril de 2013.
- O projeto foi iniciado pelo Berkman Center for Internet & Society da Universidade de Harvard.
- O 'The Banned Book Club' foi criado em 2023 para oferecer acesso digital a livros banidos em bibliotecas locais.
- A plataforma funciona como um catálogo unificado de acervos de instituições culturais americanas.
A Plataforma Digital de Bibliotecas dos Estados Unidos (em inglês: Digital Public Library of America, ou DPLA) é uma iniciativa que funciona como um catálogo unificado para o acesso público a acervos digitais mantidos por arquivos, bibliotecas, museus e outras instituições de memória cultural nos Estados Unidos. Lançada oficialmente em 18 de abril de 2013, a plataforma foi desenvolvida ao longo de dois anos e meio com o objetivo de centralizar a descoberta de conteúdos em domínio público e materiais licenciados abertamente.
Desenvolvimento e Estrutura
O projeto teve origem em 2010, sob a liderança do Berkman Center for Internet & Society da Universidade de Harvard. O financiamento inicial foi provido pela Fundação Alfred P. Sloan, contando posteriormente com o apoio de diversas entidades, incluindo o National Endowment for the Humanities e a Fundação Bill & Melinda Gates.
A DPLA opera como uma ferramenta de descoberta, conectando uma rede de "hubs" de serviço (bibliotecas estaduais e regionais) e "hubs" de conteúdo, que mantêm uma relação direta com a plataforma. O sistema visa facilitar o acesso a coleções dispersas, como as da Biblioteca do Congresso e do Internet Archive, criando um recurso comum para pesquisadores e o público em geral.
O Banned Book Club
Em julho de 2023, a DPLA lançou o The Banned Book Club, uma iniciativa voltada para garantir o acesso a obras que foram banidas ou desafiadas em bibliotecas locais dos Estados Unidos. O serviço utiliza a geolocalização para permitir que usuários acessem digitalmente os títulos que foram removidos de circulação em suas respectivas regiões. Em 2024, o projeto expandiu suas atividades com campanhas de divulgação em redes sociais, destacando semanalmente obras censuradas.
Governança e Histórico
A fase de planejamento, entre 2010 e 2013, foi conduzida por um comitê de direção composto por especialistas de diversas instituições acadêmicas e bibliotecárias. O primeiro diretor executivo, nomeado em março de 2013, foi Daniel J. Cohen. O conselho administrativo inicial incluiu figuras como Cathy Casserly, Paul Courant e John Palfrey, que presidiu o conselho durante o período de fundação.
Durante o processo de criação, o projeto enfrentou debates sobre sua nomenclatura e escopo. Representantes de agências estaduais de bibliotecas expressaram preocupações de que o uso do termo "público" no nome pudesse ser interpretado erroneamente por governos locais, servindo como justificativa para cortes de verbas em bibliotecas físicas tradicionais. Além disso, críticos levantaram questões sobre a possível redundância com outros projetos digitais já existentes e a viabilidade de substituir serviços presenciais por plataformas digitais.
Perguntas frequentes
O que é a DPLA?
A DPLA é uma plataforma digital que centraliza o acesso a materiais de bibliotecas, arquivos e museus dos Estados Unidos, funcionando como um catálogo de descoberta para conteúdos digitais.
Como funciona o Banned Book Club?
O Banned Book Club utiliza a geolocalização para identificar livros que foram banidos em bibliotecas locais do usuário, permitindo que ele acesse essas obras digitalmente através da plataforma.
A DPLA substitui as bibliotecas físicas?
Não. O objetivo da DPLA é servir como um recurso complementar para bibliotecas e usuários, e não substituir as instituições físicas ou suas funções sociais.