Cinema e Entretenimento

Revista Fangoria: A Bíblia do Cinema de Horror

Pontos principais

  • Fundada em 1979, inicialmente focada em fantasia antes de migrar para o horror na 7ª edição.
  • Tornou-se referência mundial em bastidores de efeitos especiais e maquiagem protética.
  • Passou por um período de inatividade em 2017 antes de ser relançada pela Cinestate em 2018.
  • Atualmente é publicada trimestralmente pela Fangoria Publishing, LLC.

A Fangoria é uma publicação americana de distribuição internacional especializada em cinema de horror. Em circulação desde 1979, a revista consolidou-se como uma das fontes mais influentes para fãs do gênero, focando não apenas em críticas e notícias, mas especialmente nos bastidores e na arte da maquiagem de efeitos especiais.

Atualmente, a revista é publicada trimestralmente pela Fangoria Publishing, LLC, sob a edição de Phil Nobile Jr.

Origens e Evolução Editorial

A concepção da Fangoria ocorreu em 1978, idealizada por Kerry O'Quinn e Norman Jacobs. Inicialmente, o projeto deveria se chamar Fantastica e servir como uma publicação complementar à revista de ficção científica Starlog. O objetivo original era cobrir filmes de fantasia para um público predominantemente adolescente, motivados pela expectativa de lançamentos como Conan, o Bárbaro.

O lançamento inicial foi adiado por vários meses devido a ameaças de processo judicial da revista Fantastic Films, que alegava semelhança excessiva entre os títulos. Durante esse período de reestruturação, o nome foi alterado para Fangoria.

Capa de edição da revista Fangoria
Exemplo de capa da revista Fangoria, destacando a estética visual característica do gênero de horror.

A Transição para o Horror e o Sucesso Comercial

As seis primeiras edições da Fangoria, focadas em fantasia, foram consideradas fracassos editoriais, gerando prejuízos financeiros significativos para a editora. A mudança de rumo ocorreu quando a redação percebeu o imenso interesse dos leitores por artigos detalhados e ilustrados sobre efeitos de maquiagem, especificamente o trabalho de Tom Savini no filme Dawn of the Dead (1978).

A partir da sétima edição, a revista mudou drasticamente seu foco para o cinema de horror, utilizando uma imagem do filme The Shining (O Iluminado), de Stanley Kubrick, na capa. Essa transição tornou a publicação lucrativa, coincidindo com a ascensão dos filmes slasher nos anos 1980. A Fangoria desempenhou um papel crucial na popularização de ícones como Freddy Krueger, Leatherface, Michael Myers e Jason Voorhees, transformando-os em figuras centrais da cultura pop da época.

Declínio e Renascimento

Com a ascensão da internet nos anos 2010, a Fangoria enfrentou dificuldades financeiras severas. A facilidade de acesso a informações instantâneas e a queda na receita de publicidade impressa tornaram a publicação esporádica a partir de 2015. Após uma sucessão de editores e a saída de Ken Hanley em dezembro de 2016, a revista cessou suas atividades, permanecendo inativa durante todo o ano de 2017.

Em fevereiro de 2018, a empresa de entretenimento Cinestate, sediada em Dallas, adquiriu a marca e relançou a revista como uma publicação trimestral sob a direção de Phil Nobile Jr. A primeira edição deste novo ciclo, lançada em outubro de 2018, foi estilizada como "Volume 2, Edição 1".

Em agosto de 2020, a marca e a revista foram adquiridas por Tara Ansley e Abhi Goel, através da Fangoria Publishing, LLC, que detém a propriedade da marca até a presente data.

Perguntas frequentes

Qual era o nome original planejado para a revista Fangoria?

A revista seria originalmente chamada 'Fantastica', como uma publicação irmã da revista Starlog, focada em filmes de fantasia.

Por que a Fangoria mudou seu foco para o cinema de horror?

A revista percebeu que as edições focadas em fantasia não eram lucrativas, enquanto artigos sobre maquiagem de efeitos especiais e filmes de horror (como os de Tom Savini) geravam grande interesse do público.

Quem é o atual editor da Fangoria?

O editor atual da revista é Phil Nobile Jr.

A Fangoria ainda é impressa?

Sim, após ser relançada em 2018, a revista mantém um formato de publicação trimestral impressa.