Science Fiction Chronicle: A Revista de Notícias do Gênero
Pontos principais
- Publicada entre 1979 e 2006, tendo sido renomeada para 'Chronicle' em 2002.
- Venceu o Prêmio Hugo para Melhor Semiprozine em 1993 e 1994.
- Fundada por Andrew I. Porter, que atuou como editor por cerca de duas décadas.
- Promoveu um prêmio anual baseado na escolha dos leitores entre 1982 e 1998.
A Science Fiction Chronicle (SFC) foi uma revista americana de ficção científica, classificada como uma semiprozine, publicada entre 1979 e 2006. Nos seus quatro anos finais de existência, a publicação foi renomeada simplesmente como Chronicle. A revista desempenhou um papel significativo na cobertura de notícias, críticas e tendências do mercado de literatura especulativa durante as últimas décadas do século XX.
Histórico e Evolução
A publicação foi fundada por Andrew I. Porter. Originalmente, a SFC surgiu como uma seção da revista Algol, também de Porter, em 1978, tornando-se uma publicação independente com a edição número 1 em outubro de 1979. Ao longo de sua trajetória, a periodicidade da revista variou entre mensal e bimestral, tornando-se irregular nos seus números finais.
O auge da circulação da revista ocorreu por volta de 2001, quando atingiu a marca de mais de 10.000 exemplares por edição. Para se posicionar no mercado, a SFC utilizou diversos subtítulos, incluindo Monthly SF and Fantasy News Magazine e SF, Fantasy and Horror's Monthly Trade Journal.
Em maio de 2000, Porter vendeu a revista para a DNA Publications. Em 2002, Porter foi desligado da empresa, encerrando sua colaboração na edição nº 226 (julho de 2002). A partir da edição nº 228 (setembro de 2002), a revista foi renomeada para Chronicle, mudança justificada na época para evitar confusão com o jornal San Francisco Chronicle. A publicação encerrou definitivamente suas atividades na edição nº 267, em junho de 2006.
Conteúdo e Colaboradores
A Science Fiction Chronicle focava em conteúdo informativo e analítico, publicando:
- Crítica literária e resenhas de livros;
- Notícias sobre autores, artistas, eventos e o mercado editorial;
- Informações sobre o fandom de ficção científica;
- Entrevistas com figuras proeminentes do gênero, como Michael Kandel, Michael Swanwick e George Zebrowski;
- Relatórios de convenções e contos de ficção.
Entre seus colaboradores notáveis estavam nomes como Frederik Pohl, Robert Silverberg, Vincent Di Fate, Jo Fletcher, Harris Lentz III e Jeff Rovin.
Recepção Crítica
A recepção da revista foi mista, mas reconheceu sua utilidade. Gardner Dozois a descreveu como sendo repleta de informações interessantes, embora menos vital que a revista Locus. Peter Nicholls e David Langford observaram que, embora a cobertura não fosse tão ampla quanto a da Locus, a SFC oferecia uma voz alternativa para a comunidade de ficção científica, sendo vista como uma "instituição da Costa Leste".
Por outro lado, críticas mais severas vieram de Dave Nalle, na revista Abyss, que elogiou as resenhas de livros e as informações sobre os bastidores editoriais, mas criticou a atitude editorial "amadora", a irregularidade no cronograma de publicação e a baixa densidade de texto em relação ao número de páginas.
Prêmios e Reconhecimentos
O trabalho de Andrew I. Porter como editor foi reconhecido com um Prêmio Especial na Worldcon em 1991, em homenagem aos seus anos de excelência na edição da revista. A Science Fiction Chronicle também foi indicada diversas vezes ao Prêmio Hugo na categoria de Melhor Semiprozine, vencendo o prêmio em dois anos consecutivos: 1993 e 1994.
O Prêmio SF Chronicle
Entre 1982 e 1998, a revista promoveu o SF Chronicle Award (também conhecido como Science Fiction Chronicle Readers Poll), um prêmio baseado em votação dos leitores, similar ao Prêmio Locus. O prêmio abrangia diversas categorias de conquistas no campo da ficção científica, premiando obras influentes como Neuromancer de William Gibson (1985), Ender's Game de Orson Scott Card (1986) e The Diamond Age de Neal Stephenson (1996).

Perguntas frequentes
O que era a Science Fiction Chronicle?
Era uma revista americana de ficção científica do tipo 'semiprozine', focada em notícias, críticas e informações sobre o mercado de literatura especulativa.
Por que a revista mudou de nome para 'Chronicle'?
A mudança ocorreu por volta de 2002 para evitar confusão com o jornal San Francisco Chronicle.
Quais prêmios a revista venceu?
A revista venceu o Prêmio Hugo para Melhor Semiprozine consecutivamente em 1993 e 1994.
Qual a diferença entre a SFC e a revista Locus?
Críticos da época notaram que, embora a SFC fosse informativa, a Locus possuía uma cobertura mais ampla e era considerada mais vital para o gênero.