Segunda Guerra dos Barões
Pontos principais
- O conflito ocorreu entre 1264 e 1267 na Inglaterra.
- Simão de Montfort liderou a facção baronial contra o rei Henrique III.
- As Provisões de Oxford (1258) foram um catalisador fundamental para a crise constitucional.
- A Batalha de Evesham em 1265 marcou a derrota decisiva dos rebeldes e a morte de Montfort.
- O Estatuto de Marlborough de 1267 ajudou a restaurar a ordem legal e a autoridade real.
A Segunda Guerra dos Barões (1264–1267) foi um conflito civil ocorrido na Inglaterra, envolvendo as forças rebeldes lideradas por Simão de Montfort, 6º Conde de Leicester, contra os partidários do rei Henrique III. O conflito foi motivado por tensões políticas, financeiras e constitucionais sobre a autoridade real e a influência de conselheiros estrangeiros na corte.

Antecedentes e Causas
O reinado de Henrique III foi marcado por instabilidade e descontentamento entre a nobreza inglesa. As críticas focavam na gestão financeira do rei, especialmente em relação ao financiamento de campanhas militares no exterior e à dependência de favoritos estrangeiros. A insatisfação atingiu um ponto crítico com a imposição de encargos financeiros e a percepção de que o monarca governava de forma absolutista, ignorando os princípios estabelecidos pela Magna Carta.
Em 1258, um grupo de barões forçou o rei a aceitar as Provisões de Oxford, um documento que visava limitar o poder real, estabelecendo um conselho de vinte e quatro barões para supervisionar o governo e a realização periódica de parlamentos.

Desenvolvimento do Conflito
Após o rei Henrique III obter uma bula papal que o liberava de seus juramentos em 1261, a tensão escalou para a guerra aberta. Simão de Montfort emergiu como o líder da oposição baronial. Durante o período em que exerceu controle sobre o governo, Montfort buscou ampliar a base política do parlamento, incluindo representantes dos comuns, o que é frequentemente citado como um passo importante na evolução do sistema parlamentar inglês.
O conflito também foi marcado por episódios de violência antissemita, impulsionados pelo ressentimento dos barões em relação às dívidas contraídas com credores judeus. Montfort e seus aliados utilizaram o sentimento antijudaico para angariar apoio político e justificar o confisco de registros de dívidas.
Conclusão e Legado
A virada decisiva ocorreu na Batalha de Evesham, em 1265, onde as forças leais ao príncipe Eduardo (futuro rei Eduardo I) derrotaram o exército de Montfort, resultando na morte do líder rebelde. A autoridade real foi restaurada gradualmente nos anos seguintes. O conflito foi formalmente encerrado com o Ditame de Kenilworth em 1267, que buscou reconciliar as facções, e o Estatuto de Marlborough, que reafirmou aspectos da Magna Carta e consolidou práticas parlamentares.
Perguntas frequentes
O que causou a Segunda Guerra dos Barões?
A guerra foi causada por descontentamento com o governo de Henrique III, incluindo suas políticas financeiras, a influência de conselheiros estrangeiros e a resistência do rei em aceitar limitações constitucionais ao seu poder.
Qual foi o papel de Simão de Montfort?
Simão de Montfort foi o líder dos barões rebeldes que buscavam reformar o governo inglês e limitar o poder absoluto do rei, chegando a governar de facto a Inglaterra por um breve período.
Como o conflito terminou?
O conflito terminou após a derrota dos rebeldes na Batalha de Evesham em 1265 e a subsequente pacificação através do Ditame de Kenilworth em 1267.