Sound Effects No. 13 – Death & Horror: O Álbum de Efeitos Sonoros da BBC
Pontos principais
- Produzido por Mike Harding e Ian Richardson para a BBC Records & Tapes em 1977.
- Utilizou repolhos brancos para simular sons de violência e mutilação.
- Foi o primeiro álbum de efeitos sonoros a entrar no Top 100 da parada de álbuns do Reino Unido.
- Gerou controvérsia pública, sendo criticado pela ativista Mary Whitehouse.
Sound Effects No. 13 – Death & Horror é um álbum de efeitos sonoros produzido por Mike Harding, membro do BBC Radiophonic Workshop, e lançado em 1977 pela BBC Records & Tapes. O disco representa a décima terceira entrega da série de efeitos sonoros da gravadora, reunindo mais de 80 sons temáticos relacionados ao horror e à morte, destinados a produtores de cinema amador e produções teatrais.
Produção e Técnicas de Gravação
O álbum foi concebido para atender a diversas solicitações de efeitos sonoros inquietantes para thrillers teatrais. A curadoria e seleção dos sons foram realizadas por Ian Richardson, funcionário da BBC, em colaboração com o produtor Mike Harding. O conteúdo do disco combina gravações clássicas provenientes da Biblioteca de Efeitos da BBC e do Radiophonic Workshop com novos sons criados especificamente para a obra.

Uma característica notável da produção foi o uso de materiais orgânicos para simular violência. Muitos dos efeitos viscerais, como a quebra de pescoços ou decapitações, foram obtidos através da manipulação de repolhos brancos, que eram cortados com facas, cutelos ou perfurados com atiçadores de ferro. O som de uma guilhotina, por exemplo, foi criado deslizando uma barra de metal por um cabideiro e editando o áudio para coincidir com o corte de um repolho caindo em um cesto de palha.
Estrutura do Álbum
Os efeitos sonoros estão organizados em seis seções temáticas distintas:
- Execução e Tortura
- Monstros e Animais
- Portas Rangendo e Escavação de Túmulos
- Efeitos Musicais e Passos
- Efeitos Vocais e Batimentos Cardíacos
- Clima, Atmosfera e Sinos
A maioria das gravações foi feita em mono, embora alguns ecos em estéreo tenham sido aplicados para aumentar a imersão. As notas do encarte sugeriam que os usuários adicionassem seus próprios efeitos de estéreo ou duplicassem sons curtos em fita para criar atmosferas contínuas.
Lançamento e Controvérsia
Lançado na primavera de 1977, o álbum possuía uma característica física peculiar: o vinil preto tornava-se vermelho translúcido quando exposto a uma luz forte. No entanto, o conteúdo violento do disco provocou reações negativas de setores conservadores da sociedade britânica.
A ativista Mary Whitehouse, conhecida por suas campanhas contra a obscenidade, criticou duramente a BBC, alegando que a emissora demonstrou uma "total falta de responsabilidade" ao publicar tais sons. Devido a essa pressão, as vendas do álbum foram brevemente suspensas. Contudo, a polêmica acabou servindo como marketing involuntário, impulsionando as vendas em cerca de 20.000 cópias adicionais e tornando-o o primeiro álbum de efeitos sonoros a entrar no Top 100 da Parada de Álbuns do Reino Unido.
Legado e Reedições
O álbum é lembrado como um dos lançamentos mais icônicos da BBC Records devido à sua autenticidade sonora e ao impacto cultural da época. Em 2016, a Demon Records relançou a obra em uma edição de vinil com estética "respingada de sangue". A série também contou com duas sequências lançadas posteriormente, em 1978 e 1981.
Perguntas frequentes
Como foram criados os sons de violência no álbum?
A maioria dos sons viscerais, como cortes e quebras de ossos, foi criada através da manipulação de repolhos brancos, utilizando facas, cutelos e atiçadores.
Por que o álbum foi polêmico em 1977?
O conteúdo foi considerado excessivamente violento por grupos conservadores, especialmente pela ativista Mary Whitehouse, que acusou a BBC de falta de responsabilidade.
Qual era a característica especial do vinil original?
O disco era preto, mas tornava-se vermelho translúcido quando colocado contra uma luz forte.
Para quem o álbum foi originalmente destinado?
Ele foi criado especificamente para produtores amadores de cinema e teatro que precisavam de efeitos sonoros para thrillers e produções de horror.