Meteorologia

Temporada de Furacões do Atlântico de 2025

Pontos principais

  • A temporada de 2025 registrou três furacões de Categoria 5, o segundo maior número histórico.
  • O Furacão Melissa foi o ciclone tropical mais forte do ano globalmente e causou destruição catastrófica na Jamaica.
  • Nenhum furacão atingiu os Estados Unidos em 2025, a primeira vez que isso ocorre desde 2015.
  • A temporada teve um índice de energia acumulada de ciclones (ACE) acima da média, totalizando 130,8 unidades.

A temporada de furacões do Atlântico de 2025 foi o ciclo anual de formação de ciclones tropicais na bacia do Atlântico, caracterizada por períodos de desenvolvimento intenso de sistemas sobre águas com temperaturas acima da média, intercalados por intervalos de baixa atividade tropical. A temporada destacou-se pela formação de três furacões de Categoria 5, o segundo maior número de tais sistemas em qualquer ano registrado, superado apenas pela temporada de 2005, que registrou quatro.

Entre os sistemas mais notáveis esteve o Furacão Melissa, que se tornou o ciclone tropical mais forte do ano globalmente e um dos furacões mais intensos já registrados no Atlântico. Melissa também detém o recorde de ciclone tropical mais forte a atingir a Jamaica. Apesar de apresentar um número abaixo da média de tempestades nomeadas e furacões, a temporada registrou um índice de energia acumulada de ciclones (ACE) acima do normal, totalizando 130,8 unidades.

Cronologia e Desenvolvimento

A temporada ocorreu oficialmente entre 1º de junho e 30 de novembro. O primeiro sistema, a Tempestade Tropical Andrea, formou-se em 23 de junho, representando o início mais tardio de uma temporada no Atlântico desde 2014.

Atividade Inicial e Meio da Temporada

  • Junho: Além de Andrea, a Tempestade Tropical Barry atingiu Veracruz, causando inundações generalizadas no leste do México.
  • Julho: A Tempestade Tropical Chantal atingiu a Carolina do Sul, sendo o único sistema a tocar o solo nos Estados Unidos durante toda a temporada, provocando chuvas intensas nas Carolinas. Notavelmente, foi a primeira vez desde 2015 que nenhum furacão atingiu o território dos Estados Unidos.
  • Agosto: O Furacão Erin atingiu a Categoria 5. Embora tenha tocado terra em Cabo Verde como tempestade tropical, seus efeitos indiretos foram sentidos no Caribe oriental e na costa atlântica dos Estados Unidos.

Após o Furacão Erin, as condições ambientais tornaram-se desfavoráveis, resultando em uma cessação da ciclogênese tropical por quase um mês, abrangendo o final de agosto e as duas primeiras semanas de setembro, período que normalmente coincide com o pico da temporada de furacões.

Retomada da Atividade e Sistemas Finais

A atividade foi retomada em meados de setembro com o Furacão Gabrielle, que se intensificou rapidamente para a Categoria 4 antes de enfraquecer e afetar os Açores e a Espanha como um ciclone extratropical. Subsequentemente, formaram-se os furacões Humberto e Imelda. O Furacão Humberto atingiu a Categoria 5, mas não tocou terra. Já o Furacão Imelda causou inundações significativas no Caribe Oriental antes de se fortalecer na costa leste dos Estados Unidos e passar próximo a Bermuda.

Em outubro, a Tempestade Tropical Jerry trouxe chuvas fortes para as Pequenas Antilhas. A temporada foi encerrada pelo Furacão Melissa, que se intensificou para a Categoria 5 ao sul da Jamaica e atingiu a ilha próximo à sua intensidade máxima, resultando em destruição catastrófica. Melissa dissipou-se em 31 de outubro, e nenhuma tempestade se formou em novembro.

Estatísticas e Impactos

No total, formaram-se 13 tempestades nomeadas, das quais 5 tornaram-se furacões e 4 evoluíram para furacões maiores (Categoria 3 ou superior na escala Saffir-Simpson). A temporada resultou em pelo menos 126 fatalidades e perdas monetárias estimadas em US$ 12,7 bilhões, a maior parte dos danos atribuída ao Furacão Melissa.

Previsões Sazonais

As previsões para a temporada de 2025 foram emitidas por diversas agências, incluindo o Centro de Previsão Climática da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), o Tropical Storm Risk (TSR), o Met Office do Reino Unido e a Universidade Estadual do Colorado (CSU).

Previsões Pré-Temporada

  • TSR (10 de dezembro de 2024): Previu uma temporada média com 15 tempestades nomeadas, 7 furacões, 3 furacões maiores e um ACE de 129.
  • CSU (3 de abril de 2025): Previu uma temporada acima da média com 17 tempestades nomeadas, 9 furacões, 4 furacões maiores e um ACE de 155, citando temperaturas da superfície do mar extremamente quentes e a transição de La Niña para uma fase neutra.
  • TSR (7 de abril de 2025): Atualizou a previsão para 14 tempestades nomeadas, mantendo 7 furacões, 3 maiores e um ACE de 120.
  • Universidade do Arizona (9 de abril de 2025): Previu uma temporada normal com 15 tempestades nomeadas, 7 furacões, 3 furacões maiores e um ACE de 110.

Perguntas frequentes

Qual foi o furacão mais forte da temporada de 2025?

O Furacão Melissa foi o mais forte da temporada, atingindo a Categoria 5 e tornando-se o ciclone tropical mais intenso do ano globalmente.

Quantos furacões de Categoria 5 ocorreram em 2025?

Ocorreram três furacões de Categoria 5: Erin, Humberto e Melissa.

Houve impactos nos Estados Unidos durante a temporada de 2025?

Sim, mas apenas a Tempestade Tropical Chantal atingiu o solo nos EUA, causando chuvas fortes nas Carolinas. Nenhum furacão atingiu o território americano nesta temporada.

O que significa o índice ACE mencionado no artigo?

O ACE (Accumulated Cyclone Energy) é uma medida da potência de um ciclone tropical ou subtropical multiplicada pelo tempo de existência do sistema.

Qual foi o impacto financeiro total da temporada?

A temporada resultou em perdas monetárias de pelo menos US$ 12,7 bilhões e 126 fatalidades.