História Editorial

A 11ª Edição da Encyclopædia Britannica

Pontos principais

  • Publicada entre 1910 e 1911, a 11ª edição contém 29 volumes.
  • Foi a primeira edição da Britannica a incluir biografias de pessoas vivas.
  • A obra contou com a participação de 34 colaboradoras femininas, um marco para a época.
  • A edição marcou a transição da enciclopédia para uma influência editorial americana mais forte.
  • O conteúdo está em domínio público e é frequentemente consultado como um registro histórico da era eduardiana.

A 11ª edição da Encyclopædia Britannica, publicada entre 1910 e 1911, é uma obra de referência composta por 29 volumes. Este trabalho é frequentemente citado como um marco na história editorial, representando um período de transição em que a enciclopédia deixou de ser uma publicação estritamente britânica para incorporar influências americanas significativas. Com cerca de 40.000 verbetes, a obra é valorizada hoje como um registro histórico das atitudes intelectuais e científicas do período imediatamente anterior à Primeira Guerra Mundial.

Capa ou página de rosto da 11ª edição da Britannica
Página de rosto da 11ª edição da Encyclopædia Britannica.

Desenvolvimento e Gestão Editorial

O projeto foi conduzido sob a gestão do editor americano Horace Everett Hooper. Hugh Chisholm, que havia atuado na edição anterior, foi nomeado editor-chefe, contando com o auxílio de Walter Alison Phillips. Após o encerramento da colaboração de Hooper com o jornal The Times em 1909, a Cambridge University Press assumiu a publicação da 11ª edição.

Retrato de Hugh Chisholm
Hugh Chisholm, editor-chefe da 11ª edição.

A obra contou com a contribuição de renomados estudiosos da época, como J. B. Bury, T. H. Huxley, Peter Kropotkin e Bertrand Russell. Notavelmente, esta foi a primeira edição da enciclopédia a incluir um número expressivo de colaboradoras femininas, totalizando 34 autoras, incluindo nomes como Gertrude Bell e Eleanor Mildred Sidgwick.

Inovações Formais

A 11ª edição introduziu diversas mudanças estruturais em relação aos seus antecessores:

  • Publicação integral: Diferente de edições anteriores, que eram lançadas conforme os volumes ficavam prontos, esta foi publicada como um conjunto completo.
  • Índice abrangente: Foi a primeira a incluir um volume de índice dedicado, contendo um índice categórico.
  • Biografias de pessoas vivas: Pela primeira vez, a obra incluiu verbetes biográficos sobre personalidades contemporâneas.
  • Formato dos artigos: A edição eliminou os longos tratados típicos de volumes anteriores, aumentando a quantidade de verbetes de 17.000 para 40.000.

Legado e Uso Contemporâneo

Embora o conteúdo da 11ª edição seja considerado desatualizado para fins de pesquisa científica moderna, a obra permanece como um artefato cultural de grande valor. Ela oferece uma visão detalhada das perspectivas do Império Britânico em seu auge e das visões de mundo da era eduardiana. Após a aquisição dos direitos pela Sears, Roebuck and Company em 1920, a obra serviu de base para as edições subsequentes até a publicação da 15ª edição em 1974. Atualmente, a 11ª edição encontra-se em domínio público e está amplamente disponível em formato digital.

Perguntas frequentes

Por que a 11ª edição da Britannica é considerada importante?

Ela é considerada um valioso registro histórico e cultural do início do século XX, refletindo o conhecimento e as atitudes intelectuais do período anterior à Primeira Guerra Mundial.

A 11ª edição ainda é uma fonte confiável para pesquisas científicas?

Não. Devido ao avanço do conhecimento científico e histórico desde 1911, grande parte do conteúdo está desatualizada e não deve ser usada como fonte primária para fatos científicos atuais.

Quem foi o editor-chefe desta edição?

O editor-chefe foi Hugh Chisholm, que já havia trabalhado na edição anterior da enciclopédia.