Abordagem Centrada na Pessoa
Pontos principais
- A Abordagem Centrada na Pessoa foi desenvolvida por Carl Rogers a partir da década de 1940.
- A teoria baseia-se no conceito da tendência atualizante, uma propensão inerente do indivíduo para o crescimento.
- Carl Rogers estabeleceu seis condições necessárias e suficientes para a mudança terapêutica.
- As três condições centrais do terapeuta incluem congruência, consideração positiva incondicional e compreensão empática.
A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), inicialmente denominada de terapia não diretiva, é uma vertente humanista da psicoterapia desenvolvida pelo psicólogo americano Carl Rogers e seus colaboradores a partir da década de 1940. A teoria fundamenta-se na premissa de que os indivíduos possuem uma tendência inata para o crescimento, o desenvolvimento e a autorrealização, conhecida como tendência atualizante.
Histórico e Desenvolvimento
O desenvolvimento da abordagem ocorreu principalmente nas décadas de 1940 e 1950, ganhando ampla repercussão com a publicação do livro Client-centered Therapy por Carl Rogers em 1951. Historicamente, Rogers cunhou o termo aconselhamento durante a década de 1940 devido a restrições legais nos Estados Unidos, onde apenas profissionais médicos estavam autorizados a utilizar formalmente o termo psicoterapia. A abordagem estabeleceu-se como uma alternativa significativa e humanista frente aos modelos psicanalíticos e comportamentais predominantes da época.
As Condições Necessárias e Suficientes
Segundo a formulação teórica de Carl Rogers publicada em 1957 e 1959, existem seis condições fundamentais para que ocorra a mudança terapêutica:
- Contato psicológico entre terapeuta e cliente: A existência de uma relação onde a percepção mútua seja relevante.
- Incongruência do cliente: A presença de divergência entre a experiência vivida e a autopercepção.
- Congruência ou autenticidade do terapeuta: A capacidade de o terapeuta estar genuinamente integrado na relação, sem atuar papéis defensivos.
- Consideração positiva incondicional: A aceitação integral do cliente pelo terapeuta, sem julgamentos ou avaliações morais.
- Compreensão empática: O esforço do terapeuta para captar e compreender o referencial interno do cliente.
- Percepção do cliente: A constatação mínima, por parte do cliente, da empatia e da consideração positiva demonstradas pelo terapeuta.
As três últimas condições — congruência, consideração positiva incondicional e compreensão empática — tornaram-se conhecidas internacionalmente como as condições essenciais da prática terapêutica centrada na pessoa.
Processo Terapêutico
Na prática, o terapeuta centrado na pessoa evita posturas diretivas ou interpretativas, abstendo-se de ditar caminhos ou prescrever soluções. O objetivo central é o estabelecimento de um ambiente facilitador que encoraje o cliente a explorar seus sentimentos mais profundos e a confiar em sua própria capacidade de avaliação e resolução de conflitos internos.
Perguntas frequentes
O que é a Abordagem Centrada na Pessoa?
É uma abordagem humanista de psicoterapia focada na tendência de crescimento do próprio indivíduo, fundamentada na empatia, aceitação incondicional e congruência do terapeuta.
Quem criou a Abordagem Centrada na Pessoa?
A abordagem foi criada e desenvolvida pelo psicólogo americano Carl Rogers, com contribuições de seus colegas, a partir da década de 1940.
Quais são as três condições essenciais da terapia?
As três condições essenciais são a congruência (genuinidade), a consideração positiva incondicional (aceitação sem julgamentos) e a compreensão empática.