Ciência e Sociedade

Access2Research: Campanha de Reforma de Publicações Acadêmicas

Pontos principais

  • O Access2Research foi lançado em 20 de maio de 2012 nos Estados Unidos.
  • A petição superou a meta de 25.000 assinaturas exigidas pela Casa Branca em menos de duas semanas.
  • Em fevereiro de 2013, o governo dos EUA emitiu uma diretriz exigindo políticas de acesso público para agências federais com grandes orçamentos de P&D.

Access2Research é uma campanha nos Estados Unidos voltada para a reforma da publicação de periódicos acadêmicos, liderada por defensores do acesso aberto, incluindo Michael W. Carroll, Heather Joseph, Mike Rossner e John Wilbanks.

Petição à Casa Branca e Diretriz Federal

Em 20 de maio de 2012, a campanha lançou uma petição direcionada à Casa Branca solicitando que fossem exigidos acessos gratuitos pela internet a artigos de periódicos resultantes de pesquisas financiadas por contribuintes. Na época, a política da Casa Branca estipulava que petições que alcançassem 25.000 assinaturas em trinta dias receberiam uma resposta oficial.

O movimento atingiu essa marca em duas semanas. Posteriormente, em 22 de fevereiro de 2013, o Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca emitiu uma diretriz determinando que todas as agências federais dos Estados Unidos com orçamentos de pesquisa e desenvolvimento superiores a 100 milhões de dólares desenvolvessem políticas de acesso público no prazo de doze meses.

Contexto e Iniciativas Relacionadas

A iniciativa estruturou-se sobre campanhas anteriores que instavam acadêmicos, editores, financiadores, governos e o público em geral a remover barreiras de pagamento (paywalls) de pesquisas acadêmicas financiadas com fundos públicos. O movimento alinhou-se a esforços direcionados à comunidade acadêmica, como o protesto The Cost of Knowledge, que pedia preços mais baixos para periódicos científicos e maior difusão da informação científica. Os organizadores frequentemente apontavam a Política de Acesso Público do NIH (National Institutes of Health) como um modelo a ser expandido para todas as pesquisas financiadas pelo governo federal.

Apoio e Endossos

Durante o lançamento, a campanha recebeu suporte de diversas organizações voltadas ao conhecimento aberto e à ciência, incluindo a Creative Commons, a Public Library of Science (PLOS), a Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition (SPARC), RockHealth, Sage Bionetworks, o Harvard Open Access Project, a Open Knowledge Foundation, PatientsLikeMe e Lybba.

Outras entidades também manifestaram apoio público, como a Alliance for Taxpayer Access, a Association of Research Libraries, a Association of College and Research Libraries, a Wikimedia Foundation, o Mendeley, o figshare e bibliotecas acadêmicas como as da Universidade Estadual do Arizona.

Críticas e Controvérsias

A petição enfrentou oposição de setores editoriais tradicionais. Um porta-voz da Association of American Publishers manifestou oposição a mandados governamentais sobre publicações de pesquisa. Por outro lado, o cofundador da Public Library of Science, Michael Eisen, criticou a petição por considerá-la um compromisso moderado que não avançava o suficiente, argumentando que políticas anteriores, como a do NIH, permitiam períodos de embargo prolongados antes da liberação do acesso aberto.

Perguntas frequentes

O que foi o Access2Research?

Foi uma campanha americana criada em 2012 para exigir acesso livre e público na internet a artigos acadêmicos decorrentes de pesquisas financiadas por impostos.

Quem liderou a campanha?

A iniciativa foi liderada por defensores do acesso aberto, incluindo Michael W. Carroll, Heather Joseph, Mike Rossner e John Wilbanks.

Qual foi o resultado da petição na Casa Branca?

A petição atingiu mais de 25.000 assinaturas em duas semanas, o que levou a administração dos EUA a emitir uma diretriz em 2013 exigindo que agências federais de pesquisa criassem políticas de acesso público.