Alameda das Palmeiras da ASU
Pontos principais
- A Alameda das Palmeiras estende-se por aproximadamente 0,64 km no campus de Tempe da ASU.
- As palmeiras leque-mexicano originais foram substituídas por palmeiras datilíferas Medjool entre 2016 e 2017.
- A escolha das novas palmeiras foi influenciada pela necessidade de maior sombra e a impossibilidade de usar guindastes devido a um túnel subterrâneo.
- As tâmaras produzidas pelas árvores são colhidas anualmente e vendidas ao público.
A Alameda das Palmeiras (conhecida em inglês como Palm Walk) é um calçadão pedestre localizado no campus de Tempe da Arizona State University (ASU). O caminho é caracterizado por estar alinhado por 110 palmeiras, estendendo-se por aproximadamente 0,64 km (0,4 milhas) em um eixo norte-sul. O trajeto inicia-se na base da Ponte da Universidade (University Bridge), que cruza a University Drive, e termina na entrada do Sun Devil Fitness Complex.
O calçadão segue o antigo traçado da Normal Avenue, rua que foi posteriormente incorporada ao campus à medida que a instituição expandia suas instalações.

História e Evolução
Origens e Embelezamento
A criação da Alameda das Palmeiras originou-se de esforços de embelezamento do campus liderados por Arthur John Matthews, então presidente da Tempe Normal School. Embora existam referências populares indicando que o plantio ocorreu em 1916, não há uma data definitiva. Estimativas sugerem que o plantio inicial ocorreu entre 1916 e 1919, com registros de pedidos de árvores em 1917 e 1918.
Inicialmente, as palmeiras foram plantadas na extremidade norte, próximas ao campus original da Normal School, e expandiram-se para o sul conforme a faculdade crescia. O plantio foi finalizado por volta de 1930. Devido à sua localização ao longo da antiga Normal Avenue, a alameda marcava a fronteira leste do campus original.
Historicamente, a Alameda das Palmeiras servia como cenário para cerimônias de formatura, nas quais os estudantes desfilavam em direção ao sul rumo ao Goodwin Stadium.

Nomenclatura
O local não possuía um nome oficial inicialmente. Um catálogo de 1926 referia-se às árvores como "College Palms" (Palmeiras da Faculdade). Em 1932, o nome foi simplificado para "The Palms" (As Palmeiras). O uso do termo atual, "Palm Walk", foi registrado pela primeira vez em um panfleto universitário de 1967.
Substituição das Espécies
As palmeiras originais eram do tipo leque-mexicano (Washingtonia robusta). Ao atingirem cerca de 100 anos, a universidade planejou a substituição das árvores. Embora pesquisas científicas indiquem que tais espécies podem viver até quinhentos anos, a ASU optou pela renovação.
Em 2013, o departamento de serviços de jardinagem da ASU planejou inicialmente substituir as árvores por novas palmeiras leque-mexicano. No entanto, a necessidade de guindastes para a instalação tornou-se um impedimento técnico, pois um túnel de utilidades passa sob o calçadão, impossibilitando o suporte de peso de maquinário pesado.
Em 2016, a universidade alterou o projeto para a instalação de palmeiras datilíferas (Phoenix dactylifera), especificamente da variedade Medjool. Esta escolha foi motivada por dois fatores principais: a maior copa de sombra, solicitada pelos estudantes, e a possibilidade de colheita de tâmaras. As primeiras 35 árvores, com altura entre 5,5 e 6,1 metros (o limite máximo para instalação sem guindaste), foram plantadas em julho de 2016, provenientes de pomares do Vale de Coachella, na Califórnia. O projeto foi concluído no final de 2017.
Controvérsias Digitais
Em 2005, surgiu o site PalmWalk.com, que funcionava como uma plataforma de avaliação de aparência de estudantes femininas fotografadas no calçadão. O site gerou forte indignação na comunidade acadêmica, pois as fotos eram tiradas sem o conhecimento ou consentimento das mulheres. Embora os proprietários alegassem respeitar a privacidade e remover fotos mediante solicitação, a recepção foi amplamente negativa.
O jornal estudantil The State Press criticou a iniciativa, afirmando que ela não refletia a cultura da universidade. A administração da ASU e a polícia local investigaram possíveis violações de direitos autorais, já que as imagens eram publicadas sem autorização da instituição. No entanto, legalmente, não houve violação de privacidade, pois as fotos foram tiradas em local público. Como resposta, foi criado o site Palmshock.com, onde usuários podiam expressar sua frustração com a plataforma de avaliações.
Perguntas frequentes
O que é a Alameda das Palmeiras (Palm Walk)?
É um calçadão pedestre icônico no campus de Tempe da Arizona State University, alinhado por 110 palmeiras.
Por que as palmeiras originais foram substituídas?
As palmeiras leque-mexicano originais foram substituídas por palmeiras datilíferas Medjool para proporcionar mais sombra aos estudantes e porque as árvores originais estavam atingindo o fim de sua vida útil esperada.
Qual a diferença entre as palmeiras antigas e as novas?
As antigas eram palmeiras leque-mexicano, conhecidas por serem muito altas e com copas estreitas. As novas são palmeiras datilíferas Medjool, que possuem copas maiores e produzem frutos (tâmaras) comestíveis.
Onde a Alameda das Palmeiras está localizada exatamente?
A cidade de Tempe, Arizona, dentro do campus da Arizona State University (ASU).