Erupção Hipotética por Acúmulo de Gás Sub-cratônico
Pontos principais
- O conceito hipotético foi nomeado em referência ao autor Jules Verne.
- A teoria sugere o lançamento de material crostal e mantélico em trajetória suborbital impulsionado por gás sob cratons.
- Foi proposta como explicação alternativa para anomalias em extinções em massa e para o Evento de Tunguska.
Uma erupção vulcânica hipotética causada pelo acúmulo extremo de gás profundo sob um craton foi cunhada na literatura científica com um termo inspirando-se no autor francês Jules Verne. Tal evento teoricamente possuiria força suficiente para lançar grandes quantidades de material da crosta e do manto terrestre em uma trajetória suborbital, provocando impactos secundários severos após o retorno desse material à superfície.
Relação com Extinções em Massa
Essa mecânica foi proposta para explicar a coincidência cronológica entre derrames basálticos continentais, extinções em massa e sinais tradicionais de impacto hiperveloz, tais como feições de deformação planar, quartzo chocado e anomalias de irídio. A teoria sugere que plumas mantélicas causam aquecimento e liberação de dióxido de carbono sob a litosfera continental. O enfraquecimento decorrente do rift continental permitiria uma liberação explosiva e gasosa, arremessando uma coluna de material em trajetória super-estratosférica.
Investigadores como J. Phipps Morgan apontaram que anomalias gravitacionais de Bouguer sob os Traps do Decão poderiam indicar a presença de estruturas vulcânicas profundas relacionadas à extinção do Cretáceo-Paleogeno. A forte concentração de irídio nesse limite geológico poderia, em teoria, ser explicada por voláteis ricos em irídio associados à pluma mantélica da Reunião.
Hipótese Aplicada ao Evento de Tunguska
A erupção profunda também foi aventada como uma explicação alternativa para o Evento de Tunguska, classicamente atribuído à explosão atmosférica de um meteoro ou cometa. Argumentos a favor dessa vertente alternativa citam a ausência de material extraterrestre e de uma estrutura de impacto confirmada, além da presença de quartzo chocado. Contudo, essa hipótese carece de aceitação ampla na comunidade científica, havendo contestações fundamentadas na suficiência dos modelos de impacto tradicionais.
Origem do Nome
O termo em inglês original faz alusão direta à obra de 1865 de Jules Verne, intitulada Da Terra à Lua, na qual um projétil balístico escapa da gravidade terrestre por meio de um enorme canhão subterrâneo.
Perguntas frequentes
O que é a ejeção gasosa sub-cratônica proposta?
Trata-se de um evento vulcânico hipotético onde o acúmulo de gás sob um craton gera uma explosão colossal capaz de arremessar material crostal em trajetórias de longo alcance.
Qual é a relação com as extinções em massa?
A hipótese tenta correlacionar derrames basálticos e anomalias de irídio encontradas em limites de extinções em massa com a atividade de plumas mantélicas profundas.
A teoria é amplamente aceita pela comunidade científica?
Não. Trata-se de uma proposta especulativa que enfrenta ceticismo considerável entre geólogos e astrônomos em relação a eventos como Tunguska e marcas de impacto.