Arqueologia

Estela de Xanto: Monumento Funerário da Lícia Antiga

Pontos principais

  • A Estela de Xanto data de aproximadamente 400 a.C., durante o domínio persa na Lícia.
  • O monumento é trilíngue, contendo inscrições em grego antigo, lício e milias.
  • A estrutura original incluía uma tumba no topo, que colapsou devido a um terremoto na antiguidade.
  • O dinasta homenageado é frequentemente associado a Kheriga ou Kherei.

A Estela de Xanto, também referida como o Pilar de Xanto ou Estela de Harpagus, é um monumento epigráfico de grande importância histórica, localizado na acrópole da antiga cidade lícia de Xanto, próxima à atual cidade de Kınık, no sul da Turquia. Datado de aproximadamente 400 a.C., durante o período em que a Lícia estava sob domínio do Império Aquemênida, o monumento serviu como um marcador funerário para um dinasta local.

Vista geral da Estela de Xanto no sítio arqueológico
A Estela de Xanto in situ, na acrópole da antiga cidade de Xanto.

Características e Inscrições

O monumento é um pilar monolítico que apresenta inscrições em três línguas: grego antigo, lício e milias (anteriormente classificadas como lício A e B). A estrutura original era composta por um pilar encimado por uma tumba, possivelmente pertencente ao dinasta Kheriga (ou Xeriga), decorada com relevos que retratavam seus feitos e uma estátua do governante. Um terremoto na antiguidade causou a queda da parte superior, que permanece fragmentada na base.

Detalhe das inscrições na face da estela
Detalhe das inscrições esculpidas na pedra, fundamentais para o estudo das línguas anatólias.

Exploração no Século XIX

O sítio arqueológico de Xanto atraiu a atenção de exploradores europeus durante o século XIX. Sir Charles Fellows, arqueólogo e viajante britânico, realizou expedições à região a partir de 1838. Com o apoio do Império Otomano, Fellows documentou extensivamente as ruínas, incluindo a estela. Suas anotações e moldagens das inscrições foram cruciais para os primeiros esforços acadêmicos de decifração da língua lícia.

Ruínas da acrópole de Xanto
O ambiente da acrópole de Xanto, onde a estela foi documentada por exploradores vitorianos.
Vista panorâmica da paisagem de Xanto
A topografia da região de Xanto, que dificultou as primeiras expedições arqueológicas.

Perguntas frequentes

O que torna a Estela de Xanto importante para a linguística?

A estela é um dos poucos registros trilíngues da região, fornecendo dados essenciais para a compreensão das línguas anatólias, especificamente o lício e o milias.

Por que a parte superior da estela está no chão?

A parte superior, que originalmente sustentava uma tumba, foi derrubada por um terremoto ocorrido na antiguidade.

Quem foi o principal responsável pela documentação da estela no século XIX?

O arqueólogo britânico Sir Charles Fellows foi o principal responsável por documentar e realizar moldagens das inscrições durante suas expedições à Lícia em 1838 e 1840.