Fido: O Cão de Abraham Lincoln
Pontos principais
- Fido era um cão de raça mista amarelo, pertencente a Abraham Lincoln.
- Devido ao medo de multidões, Fido não acompanhou Lincoln para a Casa Branca, ficando em Springfield, Illinois.
- O cão foi cuidado por John E. Roll sob instruções rigorosas de Lincoln.
- Há relatos conflitantes se sua morte foi um acidente ou um ato deliberado de crueldade.
Fido (c. 1851 – 1865) foi um cão de raça mista, de pelagem amarela, pertencente a Abraham Lincoln. Embora seja reconhecido como um animal de estimação presidencial, Fido permaneceu em Springfield, Illinois, durante a maior parte do mandato de Lincoln, não acompanhando o presidente à Casa Branca.
A existência e a história de Fido tornaram-se amplamente conhecidas através dos estudos de T. D. Bancroft, que foi o primeiro autor a publicar informações sobre o animal em um panfleto sobre Lincoln, lançado por ocasião do centenário dos Estados Unidos, em 1876.

Vida Inicial e Relação com a Família
Fido era um dos animais favoritos de Lincoln e de seus filhos mais novos, Willie e Tad. O cão era conhecido por sua lealdade, chegando a esperar por Lincoln do lado de fora da barbearia e, ocasionalmente, carregar pacotes na boca ao retornar para casa com seu dono.
A Eleição de Lincoln e a Mudança para Washington
Apesar de sua natureza amigável, Fido era extremamente assustado por multidões e ruídos altos. Com a eleição de Abraham Lincoln à presidência, o aumento da atenção pública, os fogos de artifício e a agitação das massas que saudavam o presidente eleito causaram grande estresse ao animal.
Cientes da agitação constante em Washington D.C. e do fluxo intenso de pessoas na Casa Branca, Lincoln e sua esposa, Mary, decidiram que o ambiente não seria adequado para o cão. Por essa razão, Fido foi deixado em Springfield, Illinois.
Cuidados e Vida Posterior
Fido ficou sob os cuidados de John E. Roll, um amigo da família. Lincoln deixou instruções específicas para o bem-estar do animal, incluindo a doação de um sofá antigo que era o favorito de Fido. O presidente solicitou que o cão tivesse livre acesso à casa, que não fosse repreendido por trazer lama para dentro e que pudesse circular livremente pela mesa de jantar para receber restos de comida.
Fido permaneceu com a família Roll durante o restante de sua vida. Após o assassinato de Abraham Lincoln em 1865, John E. Roll levou o cão ao funeral do ex-presidente.
Morte e Legado
Existem relatos divergentes sobre a morte de Fido, ambos publicados pelo Illinois State Journal.
Em fevereiro de 1893, o jornal relatou que a morte teria sido um acidente trágico. Fido, conhecido por pular nas pessoas para demonstrar afeto, teria saltado sobre Charlie Plank, que estava esculpindo um pedaço de madeira com uma faca afiada. Acidentalmente, a lâmina teria penetrado profundamente no corpo do animal, que fugiu e morreu sozinho atrás da chaminé de uma antiga igreja universalista, sendo encontrado um mês depois.
Já em 3 de fevereiro de 1931, o jornal publicou um relato diferente, atribuído a John L. Roll (filho de John E. Roll). Nesta versão, Charlie Plank estaria embriagado e, em um acesso de raiva, teria cravado a faca deliberadamente no animal quando Fido saltou sobre ele. O corpo do cão foi encontrado, posteriormente, sob a mesma igreja.
Fido é frequentemente citado como a origem da popularização do nome "Fido" para cães de estimação, termo que se tornou tão comum que passou a ser visto como um clichê ou referência genérica em contextos informais.
Perguntas frequentes
Por que Fido não foi para a Casa Branca?
Fido era assustado por ruídos altos e multidões, por isso Lincoln e Mary decidiram deixá-lo em Springfield para evitar o estresse da vida em Washington.
Quem cuidou de Fido após a partida de Lincoln?
Fido ficou sob os cuidados de John E. Roll, um amigo da família Lincoln.
Como Fido morreu?
Existem duas versões: uma de 1893 descreve a morte como um acidente com uma faca de esculpir, e outra de 1931 afirma que foi um ataque deliberado de um homem embriagado.