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Franquia Wild Arms: RPGs de Fantasia e Faroeste

Pontos principais

  • Desenvolvida pela Media.Vision e publicada pela Sony, a série funde elementos de RPG com a estética de faroeste.
  • A série é conhecida por sua trilha sonora inspirada em filmes de Western, composta inicialmente por Michiko Naruke.
  • A maioria dos jogos se passa em versões diferentes do planeta Filgaia, focando em temas de ecologia e tecnologia antiga.
  • O sucessor espiritual da série, Armed Fantasia, foi financiado coletivamente em 2022.

Wild Arms (estilizado como Wild ARMs) é uma franquia de mídia desenvolvida pela Media.Vision e detida pela Sony Computer Entertainment. A série é composta primordialmente por jogos de interpretação de papéis (RPG) e mídias correlatas. Desde o lançamento do título original em 1996, a franquia expandiu-se para incluir brinquedos, mangás, aplicativos para dispositivos móveis e uma série de anime com 22 episódios.

A série foi amplamente supervisionada pelo produtor Akifumi Kaneko, com lançamentos regulares ocorrendo entre o final da década de 1990 e os anos 2000. Após o lançamento de Wild Arms XF em 2007, a série entrou em um período de dormência, com exceção do jogo crossover para dispositivos móveis Wild Arms: Million Memories, lançado dez anos depois. Em 2022, Kaneko, juntamente com Naruke e outros veteranos da série, iniciou um financiamento coletivo para Armed Fantasia, um sucessor espiritual de mundo aberto que se encontra atualmente em desenvolvimento.

Desenvolvimento da Série

Produção e Inovações

Wild Arms foi o primeiro projeto de RPG da Media.Vision, empresa anteriormente reconhecida por suas séries de jogos de tiro, como Crime Crackers e Rapid Reload. A Sony encomendou à Media.Vision a criação de um jogo que combinasse elementos de RPGs tradicionais com gráficos 3D limitados para promover as capacidades do console PlayStation, recém-lançado.

Sob a supervisão e design de Akifumi Kaneko e Takashi Fukushima, o título de 1996 manteve personagens e cenários bidimensionais, mas tornou-se um dos primeiros RPGs a apresentar sequências de batalha em 3D. A ambientação foi fortemente inspirada em mangás como Trigun, de Yasuhiro Nightow, criando um mundo de fantasia contemporânea. Para atrair o público, foram integrados elementos clássicos de fantasia europeia, como castelos, dragões e magia, além de influências da mitologia nórdica, animismo e mitologia japonesa.

Identidade Sonora

A trilha sonora de Wild Arms é notável por evocar a atmosfera de filmes de faroeste. O trabalho fundamental foi estabelecido pela compositora Michiko Naruke, que trouxe sua experiência em títulos de Super Nintendo. A instrumentação recorrente inclui violões, bandolins, tambores, instrumentos de sopro, metais e pianos, frequentemente acompanhados por amostras de assobios e palmas.

Embora possua influências clássicas, a música da série divergiu para gêneros como folk, rock, eletrônico, swing e coral. Naruke compôs as trilhas dos três primeiros jogos; no quarto título, ela colaborou com Nobuyuki Shimizu, Ryuta Suzuki e Masato Kouda. O quinto jogo foi o único em que Naruke não contribuiu, com a trilha sendo entregue por Kouda e Noriyasu Agematsu.

Temas Recorrentes e Mitologia

O Papel das ARMs

O uso de armas de fogo é central ao mito de Wild Arms. Denominadas "ARMs", estas armas são frequentemente associadas a tecnologias antigas e representam eras mais violentas e belicosas, o que gera um estigma social para quem as possui ou utiliza. Dependendo do jogo, as ARMs são retratadas como dispositivos altamente destrutivos com diversas funções em combate. A escolha do usuário entre proteger ou destruir a vida com essas armas serve como um ponto central na trama para definir as motivações dos personagens.

Ecologia e Espiritualidade

Temas de ambientalismo e guerra são predominantes. Muitas narrativas focam na restauração de ambientes degradados por conflitos bélicos ou fenômenos naturais. As forças governantes do planeta são personificadas como "Guardiões", criaturas antropomórficas espirituais que atuam como divindades de aspectos naturais (água, fogo, vento) e traços humanos (amor, esperança, coragem). Os protagonistas geralmente se aliam a esses Guardiões para derrotar vilões que dependem excessivamente da tecnologia ou que ignoram a ecologia para subjugar o mundo.

O Mundo de Filgaia

Cada história se passa em um planeta chamado Filgaia, embora cada jogo apresente uma versão distinta do planeta, com diferentes disposições continentais (similar à descontinuidade entre títulos de Final Fantasy). Filgaia é caracterizado por terrenos variados, incluindo desertos, cânions de rocha vermelha, florestas e tundras árticas. Em títulos como Wild Arms 3 e Wild Arms 4, o mundo é predominantemente desértico.

O planeta é habitado por diversas raças, incluindo os Baskars (inspirados em nativos americanos), os Elws (seres demi-humanos com orelhas longas e vida longa, intimamente ligados à natureza, mas com população reduzida devido à degradação ambiental) e os Crimson Nobles (nobres carmesins de natureza vampírica).

Perguntas frequentes

O que são as 'ARMs' em Wild Arms?

As ARMs são armas de fogo baseadas em tecnologias antigas que, na mitologia da série, são frequentemente vistas com estigma social por representarem eras de violência e guerra.

Qual a relação entre os jogos da série?

Embora a maioria se passe no planeta Filgaia, cada jogo geralmente apresenta um mundo, história e personagens diferentes, funcionando de forma independente, similar à série Final Fantasy.

Quem é o criador principal de Wild Arms?

A série foi amplamente supervisionada e projetada por Akifumi Kaneko, que também está desenvolvendo o sucessor espiritual Armed Fantasia.

Qual a influência musical da série?

A trilha sonora é fortemente inspirada em filmes de faroeste, utilizando instrumentos como violão e bandolim para criar a atmosfera de Western.