Instituto Internacional de História Social
Pontos principais
- Fundado em 1935 por Nicolaas Posthumus em Amsterdã.
- É o principal repositório mundial de documentos anarquistas.
- Possui um acervo de aproximadamente um milhão de volumes e mais de 5.400 coleções arquivísticas.
- Faz parte da Academia Real de Artes e Ciências dos Países Baixos.
O Instituto Internacional de História Social (conhecido pelas siglas IISH em inglês ou IISG em holandês) é reconhecido como um dos maiores e mais importantes repositórios de documentos sobre a história do trabalho e a história social em escala global. Sediado em Amsterdã, nos Países Baixos, o instituto preserva um vasto acervo que documenta a evolução do pensamento radical de esquerda, sindicatos e movimentos sociais.
Fundado em 1935 por Nicolaas Posthumus como um instituto científico independente, o IISH integra atualmente a Academia Real de Artes e Ciências dos Países Baixos.
Acervo e Coleções
O instituto especializa-se na documentação de movimentos laborais e sociais, com foco particular na dimensão internacional, embora também preserve a história social dos Países Baixos. O acervo é vasto e diversificado, compreendendo, em números aproximados:
- Cerca de um milhão de volumes;
- Mais de 5.400 coleções arquivísticas;
- 80.000 itens audiovisuais;
- Milhões de arquivos digitais e milhares de metros lineares de manuscritos.
O IISH é amplamente considerado o principal repositório de documentos anarquistas do mundo. Entre as coleções institucionais de destaque estão os arquivos da Anistia Internacional, da Confederação Nacional do Trabalho (CNT), da Federação Anarquista Ibérica, da Confederação Europeia de Sindicatos, do Greenpeace International e da Internacional Socialista.
Além de instituições, o instituto guarda papéis pessoais de figuras centrais do pensamento político e social, como Karl Marx, Lev Trotsky, Emma Goldman, Karl Kautsky, Ernest Mandel e Sylvia Pankhurst.
História e Desenvolvimento
A criação do instituto em 1935 foi impulsionada por Nicolaas Posthumus, socialista e o primeiro professor titular de história econômica nos Países Baixos. O objetivo central de Posthumus era analisar a evolução das relações de trabalho através da coleta de arquivos de diversas partes do mundo. Nos seus primeiros anos, o instituto adquiriu manuscritos fundamentais de anarquistas (como os de Bakunin) e documentos de movimentos marxistas e social-democratas da Rússia e da Alemanha.
Impacto da Segunda Guerra Mundial
Com a iminência da invasão alemã nos Países Baixos em maio de 1940, Posthumus conseguiu transferir as partes mais valiosas do acervo para Londres para salvaguardá-las. No entanto, grande parte do material restante foi confiscada entre 1942 e 1944 por agentes da Força-Tarefa do Reichsleiter Rosenberg, sob a liderança de Eberhard Kautter, e transportada para a Alemanha nazista. O objetivo era integrar esses documentos na Escola Avançada do NSDAP.
Após o conflito, a maioria desses papéis foi redescoberta em Hannover em 1946. Outras partes do acervo foram localizadas posteriormente, em 1991, em arquivos em Moscou, sendo todas eventualmente devolvidas a Amsterdã.

Instalações e Parcerias Atuais
Em 1989, o IISH mudou-se para sua sede atual, um antigo armazém localizado na Cruquiusweg, na zona leste de Amsterdã. O edifício compartilhou espaço com o Museu da Imprensa até 2017, quando este último foi integrado ao Instituto Holandês de Imagem e Som em Hilversum.
Atualmente, o instituto também abriga parte da coleção de patrimônio LGBT da IHLIA (Arquivos LGBT), reforçando seu compromisso com a preservação da história de grupos marginalizados.


Perguntas frequentes
O que é o Instituto Internacional de História Social?
É um dos maiores arquivos do mundo dedicados à história do trabalho e dos movimentos sociais, localizado em Amsterdã, preservando documentos de pensadores radicais e organizações sindicais.
Quem fundou o IISH e qual era o objetivo?
Foi fundado em 1935 por Nicolaas Posthumus, com o objetivo de estudar a evolução das relações laborais através da coleta de arquivos globais.
O que aconteceu com o acervo durante a Segunda Guerra Mundial?
Parte do acervo foi salva em Londres, mas grande parte foi confiscada pelos nazistas e levada para a Alemanha. Os documentos foram recuperados em Hannover (1946) e Moscou (1991).
Quais personalidades têm seus arquivos no instituto?
O instituto guarda papéis de figuras como Karl Marx, Lev Trotsky, Emma Goldman e Sylvia Pankhurst, entre outros.