Tyrrell 026: O Último Monoposto da Equipe Tyrrell
Pontos principais
- Foi o último carro de Fórmula 1 a competir sob o nome da equipe Tyrrell.
- Utilizou asas laterais experimentais (X-wings) que foram banidas após o GP de San Marino.
- O melhor resultado da temporada foi o 8º lugar de Ricardo Rosset no GP do Canadá.
- Serviu de base técnica para os carros biplace Minardi F1x2 de Paul Stoddart.
O Tyrrell 026 foi o carro utilizado pela equipe Tyrrell para competir no Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1998. Este modelo detém a distinção histórica de ter sido o último carro da marca Tyrrell a participar de uma prova de Fórmula 1, marcando o fim de uma era para a equipe fundada por Ken Tyrrell.
Contexto e Transição de Propriedade
A temporada de 1998 foi a última da Tyrrell na categoria. Antes do início da primeira corrida do ano, Ken Tyrrell vendeu a equipe para a British American Racing (BAR). Embora Paul Stoddart tenha tentado adquirir a equipe pouco antes da concretização do negócio, a venda para a BAR já havia sido finalizada. Stoddart, através de sua empresa European Aviation, atuou como patrocinador e forneceu transporte logístico para a equipe durante a temporada.
Desenvolvimento e Design Técnico
O Tyrrell 026 foi concebido como um carro de transição, visto que a temporada de 1998 era considerada um ano de espera antes da operação total da BAR em 1999. O veículo era equipado com um motor V10 e possuía um chassi considerado razoável para a época.
Uma característica marcante do design do 026 foi a manutenção das tower sidepod mounted wings (asas montadas nas laterais), introduzidas no modelo do ano anterior. Essas asas, conhecidas como "X-wings", foram copiadas por outras equipes, mas acabaram sendo banidas pela FIA após o Grande Prêmio de San Marino.

Desempenho na Temporada de 1998
A gestão da equipe sofreu tensões internas significativas. Ken Tyrrell desejava manter o piloto Jos Verstappen, mas o novo chefe de equipe, Craig Pollock, optou por contratar Ricardo Rosset, motivado pelo aporte financeiro de patrocínios trazido pelo brasileiro. Essa decisão levou Ken Tyrrell a deixar a equipe indignado antes mesmo da primeira corrida.
O desempenho de Ricardo Rosset foi problemático, com o piloto falhando em atingir a regra dos 107% nas qualificações em cinco ocasiões. A tensão entre Rosset e a equipe atingiu o ápice no GP de Mônaco, onde mecânicos chegaram a vandalizar a scooter do piloto no paddock.
O melhor resultado da equipe na temporada foi o oitavo lugar conquistado por Rosset no Grande Prêmio do Canadá. Apesar de testes com o piloto dinamarquês Tom Kristensen em Magny-Cours, Rosset manteve sua vaga.

Identidade Visual e Patrocínios
A pintura do 026 manteve o padrão de branco e preto com detalhes em prata. Para diferenciar os carros, foram adicionadas cores específicas para cada piloto: laranja para Tora Takagi e verde para Ricardo Rosset. O patrocinador principal da equipe foi a PIAA, em seu segundo e último ano antes de migrar para a equipe Arrows.
Legado e Destino dos Veículos
Após a temporada de 1998, os dois chassis do Tyrrell 026 passaram para a propriedade de Frits van Eerd, que os utilizou em competições da série EuroBOSS. Além disso, Paul Stoddart adquiriu a maior parte dos ativos da equipe, incluindo chassis do 026, que serviram de base para a criação dos carros biplace Minardi F1x2.
Perguntas frequentes
Qual foi a importância do Tyrrell 026?
O Tyrrell 026 foi o último carro a correr na Fórmula 1 pela equipe Tyrrell, marcando o encerramento das atividades da escuderia fundada por Ken Tyrrell antes de se tornar a BAR.
Quem foram os pilotos do Tyrrell 026 em 1998?
Os pilotos foram o japonês Tora Takagi e o brasileiro Ricardo Rosset.
Por que as 'X-wings' foram removidas do carro?
As asas montadas nas laterais (X-wings) foram banidas pela FIA durante a temporada de 1998, especificamente após o Grande Prêmio de San Marino.
Qual foi o melhor resultado obtido pelo carro na temporada?
O melhor resultado foi o 8º lugar conquistado por Ricardo Rosset no Grande Prêmio do Canadá.